Polo calçadista baiano terá expansão em 2010

22/01/2010


Bahia possui 30 empresas na área de calçados, que empregam 30 mil pessoas em 20 municípios


O polo calçadista baiano vai crescer em 2010, com um investimento do Governo do Estado de cerca de R$ 42 milhões para apoiar o desenvolvimento do setor. Quem diz é o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, que participou, em São Paulo, da 37a edição da Couromoda – a maior feira de calçados e artigos de couro da América Latina.


"Realizamos uma excelente rodada de negócios. Oito indústrias demonstraram interesse em se instalar na Bahia e, pelo menos, nove companhias do setor já anunciaram expansão das suas atividades no estado, Vulcabras, Azaleia, Ramarim, Free Way, Daiby, Bibi, Calçados Castro Alves, Dal Ponte, Paquetá e Dass", informa Correia.


Segundo ele, diversas medidas estão sendo adotadas pelo Governo do Estado para fortalecer a cadeia produtiva do setor. "A Bahia possui hoje cerca de 30 empresas na área de calçados, componentes e artefatos, que empregam quase 30 mil pessoas em mais de 20 municípios. Além de apoiar a atração de novos empreendimentos, vamos em busca da implantação de um grande e moderno curtume. É o que ainda nos falta", afirmou.


Ampliações – Segundo o diretor de Investimentos da Superintendência de Desenvolvimento Comercial e Industrial (Sudic), órgão vinculado à Sicm, está sendo realizada a cessão de um galpão de 10 mil metros quadrados para a Ramarim, em Jequié, gerando cerca de 1,1 mil novos empregos diretos. "Sem essa ampliação, a Ramarim já injeta, mensalmente, na economia do município, cerca de R$ 2 milhões só com salários. É um impacto social enorme."


Outros destaques, segundo ele, são a duplicação dos galpões da fábrica da Free Way, em Jacobina, que vai criar mais 330 empregos, e a ampliação da Calçados Pegada, em Ruy Barbosa.


Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes e Artefatos da Bahia (Sindcalçados), Haroldo Ferreira, a Bahia contabilizou, em 2009, mais de 35 milhões de pares de calçados produzidos, num valor global de R$ 850 milhões.



Vulcabras/Azaleia anuncia investimentos de R$ 14,6 milhões


Dificuldades com o mercado externo à parte, o fato é que as empresas calçadistas instaladas na Bahia se preparam para crescer. A Vulcabras/Azaleia, por exemplo, maior calçadista brasileira e maior produtora de artigos esportivos da América Latina – fabricante das marcas Reebok, Olympikus, Vulcabras, Azaleia, Dijean, Funny, OLK e Opanka – planeja, para 2010, investimentos de R$ 14,6 milhõesnas 19 unidades fabris no estado, sendoR$ 9,6 milhõespara ampliação produtiva.


"A capacidade de produção da empresa na Bahia, que esteve ociosa em boa parte de 2009, voltou a ser plenamente utilizada. Nossa expectativa é de fechar 2010 com18.513 empregados na Bahia,881a mais do que dezembro de 2009", afirmou o presidente da Vulcabras/Azaleia, Milton Cardoso.


Outro que planeja crescimento nas suas unidades da Bahia em 2010 é o Grupo Dass, antiga Dilly Calçados, que está entre os três maiores grupos industriais do Brasil e os cinco maiores na América Latina no setor e espera crescer 12% no estado.


Quem também se prepara para aumentar a produção na Bahia é a Indústria de Calçados Castro Alves, que tem fábricas nos municípios de Santa Luz e Castro Alves, com cerca de 770 funcionários.


A Bibi Nordeste também está otimista. Planeja crescer 10% este ano na Bahia. A empresa produz calçados infantis no município de Cruz das Almas, gerando 970 empregos diretos.

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