
Transat 6.50: a atração de regatas internacionais vem impulsionando o turismo náutico no estado
A inserção da Bahia no cenário global com vistas a ampliar a atração de investimentos e mostrar o potencial do Estado na promoção de negócios. Esse foi um dos compromissos assumidos pela atual administração estadual que, desde 2007, implementou pela primeira vez uma Assessoria Internacional para atuar em três eixos principais: missões, visitas e eventos internacionais.
Os resultados falam por si só quanto ao sucesso da estratégia governamental. Em quase três anos de gestão, estima-se a assinatura de mais de 250 protocolos de intenções para instalação de empresas do mundo inteiro na Bahia; a garantia de investimentos internacionais no Estado – a exemplo da Ford (R$ 2,4 bilhões) e da Braskem (R$ 640 milhões) –; a geração de, aproximadamente, 25 mil postos de trabalho; e a movimentação financeira de cerca de R$ 10 bilhões em todo o território baiano.
Resultados positivos – O chefe de Gabinete do Governo do Estado, Fernando Schimidt, avalia que os resultados positivos versam sobre a adequação e modernização das políticas públicas estaduais frente às demandas crescentes da globalização.
Se antes a política internacional era deixada a cargo exclusivo da instância federal, hoje, afirmou Schimidt, existe a necessidade de capilarizar as ações internacionais em âmbito estadual.
"O que temos de observar é que os investimentos não caem aqui por acaso. É necessária uma postura pró-ativa. Primeiro, preparar a Bahia e sua questão logística para poder oferecê-la lá fora e, então, atrair investimentos", enfatizou Schimidt.
Ele lembrou que, "a partir do momento que um chefe de estado vai ao exterior, conversa olho no olho e tem a oportunidade de, a viva voz, responder as questões e dúvidas e oferecer todas as garantias e ofertas de forma transparente, cria-se uma relação diferente."
Estratégia – Schimidt ressaltou que as missões internacionais realizadas pelo governador Jaques Wagner integram essa estratégia administrativa mundial, visando promover não só as áreas institucional e econômica, mas também as de cultura, educação, ciência e tecnologia, esporte, meio ambiente e turismo.
Por isso, esclareceu o chefe de Gabinete, Wagner viajou sempre acompanhado de secretários da pasta em interesse e de representantes de diversas entidades, como a Ademi, o Sinduscon e a Câmara do Comércio. O que facilitou, sobretudo, a ampliação do comércio no que se refere à exportação de commodities, de produtos industrializados e até de serviços. ‘Os investimentos não caem aqui por acaso. É necessária uma postura pró-ativa’, Fernando Schimidt, chefe de Gabinete do Governador do Estado.
Alguns destinos visitados pelo governador Wagner desde 2007

Parceria com a Microsoft para projeto de inclusão digital na Bahia
Japão – O primeiro deles foi ao Japão, de onde resultou a compra de 160 mil hectares de terra no oeste baiano por parte do grupo Mitsui. O objetivo da empreitada foi a construção de uma usina de processamento de soja e algodão, com investimentos de US$ 500 milhões. Atualmente, a fábrica está em fase inicial de implantação.
Índia – O governador atraiu para o estado a sexta mineradora mundial, a ENRC, que investirá R$ 1,8 bilhão em Caetité por meio da Bahia Mineração. A nova mineradora vai apoiar, ainda, a construção do Porto Sul, que vai potencializar o escoamento da produção da jazida de ferro da região.
China – Outro contato internacional de grande valia à Bahia foi feito com a China. Lá, foram firmados acordos com o grupo Feicheng Pyramid Machinerey para a possível implantação de um pólo sucrolcoleiro no Estado. Também foi assinado um protocolo de intenção com a empresa Paili, visando a construção de um complexo minero-industrial. "Estão previstos investimentos de US$ 850 milhões, com faturamento anual de US$ 700 milhões. O projeto está em fase de pesquisa", afirmou Schimidt.
Estados Unidos – Wagner esteve inicialmente em Washington, onde firmou convênio com o Banco Mundial, no valor de US$ 100 milhões para aplicação na melhoria da infraestrutura estadual. Ainda na cidade, garantiu o anúncio da PepsiCo para construção de uma fábrica em Feira de Santana, que criará 200 empregos diretos, por meio de recursos de R$ 5 milhões. Em Nova Iorque, a marca "Bahia" no turismo foi reforçada através do programa Brasil Sensacional, lançado pela Embratur. Por fim, em Miami, o governador inaugurou o voo diário Miami-Salvador, operado pela American Airlines. Ainda em Miami, Wagner participou, a convite da Microsoft, do Fórum de Líderes Governamentais, ao lado de grandes nomes como Bill Gates. Do evento, resultou a parceria entre a Microsoft e o governo da Bahia para a implantação do projeto aluno-monitor, atualmente em andamento. "Trata-se de uma ação que permite a inclusão digital e a aprendizagem da língua inglesa", explicou Schimidt.
Suécia – Em viagem à Suécia, realizada a convite da empresa Stora Enzo – maior acionista da fábrica de celulose Veracel – Wagner viabilizou o investimento de R$ 2,5 bilhões na planta baiana.
Venezuela – O governador garantiu o intercâmbio de médicos para o combate à proliferação da dengue no Estado. "Os médicos estiveram na Bahia, em 2008, e muito contribuíram para o controle das estatísticas de crescimento da doença em 2009", pontuou Schimidt.
Benin – Wagner realizou uma missão institucional como o primeiro governador da Bahia a visitar um país africano. Como consequência, a realização da primeira semana do Benin na Bahia e a inauguração do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, o Muncab.
França – Foi dada continuidade às ações de atração de regatas internacionais a fim de impulsionar o turismo náutico no Estado. Além disso, Wagner captou a vinda, em 2011, do Salão do Chocolate para a Bahia, firmou acordo com a Cooperative des Riceys para a cooperação técnica na produção de vinhos e garantiu um protocolo de intenções com a Alstom para a montagem de turbinas eólicas em prol de energia limpa. Com investimentos previstos de R$ 50 milhões, as turbinas entram em funcionamento em 2011.
Estado recebe visitas de governantes e eventos de grande porte

Cúpula dos Chefes de Estados do Mercosul, em Sauípe: política internacional resultou na inserção definitiva da Bahia no mapa mundial
A política internacional empreendida pelo governo Wagner resultou na inserção definitiva da Bahia no mapa mundial. Em quase três anos, o Estado recebeu a visita oficial de nove chefes de estados e/ou governos. Destacam-se, também, a visita de embaixadores e cônsules que, somente em 2009, somaram 25.
Como resultado tanto das missões quanto das visitas internacionais, a Bahia foi consolidada como destino privilegiado para a realização de eventos de grande porte, a exemplo da Cúpula da América Latina e do Caribe. O evento reuniu 33 chefes de estados e governos, na Costa do Sauípe. Entre eles, o presidente de Cuba, Raul Castro.
Dentre os grandes eventos a serem realizados em 2010, estão o Fórum Social Temático Mundial e o 12o Congresso da ONU de Justiça Criminal e Prevenção ao Crime. Esse último acontecerá em abril, no Centro de Convenções da Bahia, reunindo quatro mil participantes e 120 delegações estrangeiras.
"Temos ainda a Copa de 2014 e as Olimpíadas, sem nos esquecermos dos eventos esportivos já realizados, como a Stock Car e um jogo, após 20 anos, do Brasil contra o Chile pelas eliminatórias da Copa de 2010", ressaltou o chefe de Gabinete.
"O que temos de observar é que esses investimentos não caem aqui por acaso. Antigamente, os governantes esperavam que as empresas decidissem o rumo de seus negócios, a implantação de eventuais subsidiárias ou filiais. Hoje, não. Todo mundo quer atrair investimentos. Então, quem ficar sentado esperando vai ver navios, como se dizia", explicou.
Vários empreendimentos já estão em fase de implantação

Produção de níquel da mineradora australiana Mirabela, em Itagibá
De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Mineração, James Correa, somente em 2009 foram firmados mais de 150 protocolos com empresas que querem se instalar na Bahia. "A crise econômica mundial fez com que as empresas brecassem seus planos de expansão, mas o cenário começa a ser, novamente, de otimismo", afirmou.
Referente ao ano passado, Correa destacou o anúncio da montadora norte-americana Ford, que vai injetar R$ 2,4 bilhões na fábrica de Camaçari; o início da produção de níquel da australiana Mirabela, em Itagibá; a disposição da Braskem em investir R$ 640 milhões em projetos no Polo Industrial de Camaçari; e a nova fábrica da Pepsico, em Feira de Santana, representando investimentos de US$ 10 milhões.
O anúncio da duplicação da Veracel, em Eunápolis, que significa investimentos de R$ 6 bilhões; e a assinatura de protocolo com a francesa Alstom para construção, na Bahia, de uma fábrica de aerogeradores para energia eólica são outros investimentos previstos.