China se mantém como grande parceiro econômico da Bahia

22/02/2010


O efeito pós crise econômica gerou uma mudança radical entre os atores comerciais baianos. A China se consolida em 2009 como grande parceiro comercial da Bahia, mas uma outra novidade é a participação da Argentina como terceiro maior parceiro, responsável por gerar US$ 750 milhões em exportações. Já a China tem sido a mola mestra do comércio mundial e de vital importância para as relações comerciais baianas de acordo com dados do Promo. O país que integra o bloco dos Bric teve uma importância incalculável para o comércio exterior baiano. Dos US$ 7 bilhões gerados com o comércio exterior na Bahia, pelo menos US$ 1 bilhão foi gerado pelas relações Bahia-China.


O peso do país asiático é tão forte que se comparado com 2008, quando a China representou apenas US$ 594 milhões nas exportações baianas, dá para perceber a pujança do novo parceiro econômico. “O incremento foi da ordem de 82% e as commodities como cobre, fio de cobre, celulose, soja, petroquímicos e algodão são os principais produtos adquiridos. Atualmente a China responde por 15,4% das exportações baianas”, revela Arthur Souza Cruz, coordenador de Inteligência Comercial do Promo.


A China também tem seu peso em todo o Brasil. Na visão de Souza Cruz, o grande crescimento do país asiático impulsiona os mercados mesmo em tempos de crise como ocorreu em 2009. “A China cresceu 8,7% em 2009 e é esperado que ela cresça mais de 9% em 2010. Já o Brasil cresceu em 2009 cerca de 0,1%. Esses números remontam o peso do mercado chinês e a importância de tê-lo como parceiro econômico”, destaca.


O coordenador de Inteligência Comercial do Promo lembra que, em 2008, o problema com as commodities que tiveram elevação nos preços e o aumento no preço do barril do petróleo que subiu para mais de US$ 100 foram impactantes no comércio exterior. Em 2009 o cenário mudou radicalmente com as commodities baixando de preço em função da crise. “Estamos acompanhando cada momento da crise econômica e identificamos uma melhora nas economias globais. A grande locomotiva do comércio mundial é a China. O Brasil é um país rico em commodities tanto agrícolas quanto minerais, onde a China é mais carente para mover a indústria e gerar o seu crescimento. A tendência é que este país se mantenha na dianteira”, explica.


Sobre os grandes parceiros comerciais da Bahia, EUA e Europa, Souza Cruz acredita que previsões que dão conta de que até 2020 a China assuma a liderança da economia mundial. “Em 2008, os EUA representaram US$ 1,6 bilhão das exportações baianas. A retração no comparado com 2009 foi de 37%. Os EUA são o segundo parceiro da Bahia e em 2009 representaram US$ 993 milhões. Já a Europa em 2008 representou US$ 3,4 bilhões caiu 40,7% e encerrou 2009 com US$ 2 bilhões”, informa.


Uma grande novidade é a presença da Argentina, que aparece na 3ª posição com US$ 750 milhões em exportações e US$ 824 milhões em importações em 2009. “No comparativo com 2008 a queda no comércio exterior com a Argentina foi de 30%. Naquele ano as exportações foram da ordem de US$ 1 bilhão e US$ 932 milhões de importação”, esclarece.


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