A fábrica de água sanitária e alvejantes da marca Q’Boa, localizada no Centro Industrial de Aratu (CIA), em Simões Filho, voltou a operar, ontem, com o retorno dos 100 funcionários que estavam desempregados desde o dia 1o de dezembro do ano passado, quando as atividades da fábrica foram suspensas.
A reabertura contou com a participação dos diretores das Indústrias Anhembi, dos secretários estaduais da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, de Relações Institucionais, Rui Costa, e de representantes do Sindicato dos Químicos e Petroleiros, que atuaram em conjunto para que a fábrica voltasse a funcionar, com os funcionários recontratados.
A operadora de máquinas Eliovane Araújo, 44 anos, trabalha na fábrica há 25 e disse que "foi muito triste ver tantos companheiros de trabalho, pais e mães de família, sem emprego, às vésperas do Natal."
Para o funcionário Elísio da Silva, operador há cinco anos, foi difícil receber a notícia do desligamento, mas a reabertura trouxe de volta a esperança de uma vida mais digna.
"Eu me senti horrorizado quando soube das possíveis demissões. O desespero foi grande. Saber que as famílias estavam desamparadas não foi fácil, mas agora aumentou a autoestima, o entusiasmo e a esperança dos trabalhadores que lutaram juntos pela reconquista dos postos de trabalho", disse Silva.
Incentivos - O secretário James Correia enfatizou que a negociação para reabertura da fábrica alinha os objetivos do Governo do Estado. "Por meio dos incentivos fiscais, as empresas se tornam competitivas, geram empregos e desenvolvimento. A Bahia olha para os trabalhadores e o mundo olha para a Bahia."
O secretário Rui Costa destacou a transparência das negociações e a estruturação da cadeia produtiva, que possibilita a instalação de fábricas e a geração de mais empregos.
Segundo o diretor geral das Indústrias Anhembi, controladora da empresa Q-boa, Samuel Noronha, "a empresa nunca quis deixar a Bahia". Ele disse que a parceria estabelecida entre a empresa, os representantes do governo e do sindicato da categoria foi essencial para possibilitar a reabertura da unidade.
"A próxima etapa visa a implantação de novas linhas de produção, como detergentes e desinfetantes, aumentando a produtividade em 20% e gerando novos postos de trabalho.