Investimentos em inovação triplicam no estado

22/03/2010

A inovação tecnológica está entre as soluções para consolidar no estado um modelo de desenvolvimento sustentável. Confiante na eficácia desta política, o governo da Bahia triplicou, nos últimos três anos, os investimentos, próprios e oriundos de parcerias, totalizando cerca de R$ 66 milhões.


"O potencial revelado até agora pela Bahia mostra que estamos na direção certa, mas ainda temos um longo caminho a ser percorrido". A avaliação é do diretor de Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Elias Ramos de Souza, que fez a palestra de encerramento do seminário Seja Empreendedor, promovido pela incubadora Inovapoli, da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), na sede da faculdade.


Embora tenham praticamente o mesmo PIB, R$ 90 bilhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Santa Catarina e Bahia diferem no número de empresas inovadoras, 2.648 e 635, respectivamente. Com PIB inferior, na casa dos R$ 50 bilhões, Pernambuco tem 692 empresas inovadoras, superando os baianos.


Segundo Ramos, estes números são o retrato da tradição de décadas da economia baiana, baseada nas grandes empresas e indústrias. Para ele, os recursos de ciência, tecnologia e inovação devem incentivar a economia solidária, principalmente o cooperativismo e a agricultura familiar. "Assim melhoramos nossos indicadores de geração de emprego, renda per capita e desenvolvimento humano."


‘O potencial revelado até agora pela Bahia mostra que estamos na direção certa,


mas ainda temos um longo caminho a ser percorrido’



Elias Ramos de Souza,



diretor de Inovação da Fapesb


Empenho – Elias apresentou estatisticamente o empenho do governo da Bahia para melhorar esse quadro, aumentando as aplicações em inovação, por meio do apoio à pesquisa e ao empreendedorismo em empresas, incubadoras e entidades sociais.


De 2007 a 2009, a Fapesb, vinculada à Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), lançou 18 editais, como o Programa de Capacitação de Recursos Humanos para Atividades Estratégicas (Rhae Pesquisador na Empresa), Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe Subvenção Econômica), Juro Zero e outros temáticos, como o do semiárido. Foram contemplados 257 projetos, 550 bolsas, ideias inovadoras, entre outros.


Projetos – Segundo o diretor, essa evolução pode ser confirmada por 14 projetos aprovados no Pappe, 30 projetos no Primeira Empresa Inovadora (Prime), do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), 13 cursos de especialização em inovação, a Inovapoli, eleita como incubadora âncora da Bahia, e 20 projetos de difusão do empreendedorismo no estado.





Para este ano, Elias Ramos antecipa também o apoio a pesquisas inovadoras para a Copa 2014, cursos para gestão de incubadoras e parques tecnológicos e a cooperação entre empresas de portes diferentes e entre empresas e instituições científicas e tecnológicas. Serão relançados o Rhae e o Pappe, com previsão de mais recursos federais e de contrapartida estadual.

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