Espanhóis querem investir no agronegócio e setor energético baiano

24/03/2010












Os espanhóis destacaram que a Bahia já possui clima e matéria-prima; eles oferecem a tecnologia


Potencialidade nos setores da agropecuária e de energia renovável, além da hospitalidade. Esses são os motivos que motivaram oito empresas da Espanha a investir na Bahia, como justificou o diretor de Desenvolvimento e Negócios do grupo espanhol Moviliza, José Manuel López Rama, durante reunião na Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado (Seagri).




Ele integra o grupo de executivos das oito empresas que está em Salvador para definir os projetos que deverão ser executados no estado. No encontro, o diretor-geral da Moviliza Global, David Cimadevila Cea, lembrou do primeiro contato mantido, em outubro do ano passado, com a Seagri. "Vimos o potencial do estado e, agora, retornamos para materializar nosso desejo de investir aqui".


Ele acrescentou que "o próximo passo será assinar com a Seagri um protocolo de intenções definindo os investimentos nas áreas em que serão feitos". Os empresários espanhóis foram recebidos pelo chefe de gabinete Eduardo Salles, pelo superintendente de Políticas do Agronegócio, Jairo Vaz, e pelo presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli.


Pesca - Do grupo espanhol, participaram também do encontro os empresários José Antonio Pérez Pérez, diretor do grupo Maessa; Lorenzo Blanco Refojos, presidente do grupo Aucosa e da Thenaisie; Agustin Hernández Garasa, diretor da Semi; e Javier Sanz Osorio, diretor-geral da Sisener.




David Cea manifestou o desejo do grupo em investir nas áreas de pesca (aquicultura, conservas e congelados e fabricação de embarcações pesqueiras para pesca oceânica), agropecuária e energia renovável, transformando resíduos orgânicos em energia limpa.


Ele detalhou que as empresas espanholas atuam em vários países, têm presença na América Latina e querem se expandir na Bahia.


A implantação de empresas espanholas na Bahia vai criar novos postos de trabalho, abrindo espaço em especial para a mão de obra feminina. Exemplo disso são as empresas do grupo Aucosa, que emprega mulheres nas empresas do ramo de conservas.


De acordo com o presidente do grupo, Lorenzo Blanco Refojos, 90% da mão de obra neste setor é feminina. Ele confirmou o interesse na área de pesca, destacando que "a costa baiana não tem grandes cardumes, mas possui espécies importantes e de qualidade para a exportação".


Tecnologia - Os empresários espanhóis destacaram o fato do estado da Bahia possuir clima e matéria-prima enquanto a Espanha tem tecnologia e experiência nas áreas de alimentação, prospecção de mercados, infraestrutura, energia, setor pesqueiro e da agropecuária.




Para Eduardo Salles, a perspectiva de receber os investimentos espanhóis é muito boa para a Bahia, porque, apesar de no estado se produzir tudo, há "necessidade de indústrias de transformação para agregar valores aos nossos produtos".






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