Obras do Governo da Bahia garantem desenvolvimento urbano e econômico em Salvador

25/03/2010

A construção do futuro não para em Salvador. Com a cidade prestes a completar 462 anos, o Governo da Bahia realiza obras com vistas ao desenvolvimento socioeconômico da cidade.


Com foco na modernização urbana e no crescimento da melhoria de vida dos soteropolitanos, a Via Expressa Baía de Todos-os-Santos já compõe o cenário da Rótula do Abacaxi, onde seis viadutos estão em construção para ligar a BR-324 ao Porto de Salvador, desafogando o trânsito da capital.


Outra nova alternativa de mobilidade urbana é a Ponte Salvador-Itaparica, que abrirá, futuramente, uma nova via de conexão com o oeste do estado. E, para além de olhos vistos, o emissário submarino da Boca do Rio está praticamente concluído, garantindo a cobertura de 90% de saneamento básico na cidade.



Via Expressa facilitará mobilidade urbana na cidade



O Complexo Viário 2 de Julho, inaugurado em 2008, resolveu um dos pontos críticos de trânsito nas imediações do aeroporto, por onde passam cerca de 80 mil veículos por dia.


Quem mora em Salvador e Região Metropolitana e circula de carro ou de ônibus pelo local tem um indicativo de como ficará a Via Expressa, na Rótula do Abacaxi, após a conclusão das obras.


"Antes, era um engarrafamento terrível e ocorriam muitos acidentes. Hoje em dia, está bem melhor dirigir por aqui. Mais rápido e mais tranquilo. Espero que aconteça o mesmo na Rótula", opinou o taxista Jonadas Oliver, com relação ao complexo 2 de Julho.


O cenário de congestionamentos na Rótula do Abacaxi, que tanto incomoda o taxista Jonadas, quanto os demais baianos, não tardará em mudar. As obras da Via Expressa, seguindo o cronograma previsto, estão a todo vapor por meio dos esforços de 1.500 trabalhadores.


Os operários estão em ação em até três turnos de construção ininterrupta da maior obra viária dos últimos 30 anos na capital baiana.


Com investimentos de R$ 381 milhões, numa parceria entre os governos federal e estadual dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a iniciativa vai possibilitar o acesso direto da BR-324 ao Porto de Salvador, por uma via exclusiva de transporte de cargas.


"Trata-se de uma futura via de escoamento muito importante para a cidade. Ela vai desafogar a Avenida San Martin e a Avenida Bonocô, levando o tráfego pesado, através de uma via expressa, diretamente ao Porto de Salvador, deixando livres essas duas avenidas", explicou o diretor-executivo das obras, Flávio Oliveira, que destacou, ainda, a valorização urbana e a integração de dez bairros populosos da região.


O diretor observou que, uma vez concluída, a Via Expressa vai proporcionar um novo acesso, moderno e seguro, para garantir mobilidade ao transporte de cargas que, atualmente, utiliza as avenidas San Martin, Bonocô ou Suburbana. O que facilita o trânsito na área central da cidade.


A relevância da obra é ainda mais evidente a partir dos estudos de tráfego realizados pela Conder. A pesquisa apontou a estimativa de circulação de 62 mil veículos, por dia, que passarão a utilizar as dez faixas da nova via projetada, das quais seis urbanas e quatro exclusivas de cargas (3,4 mil caminhões).


Sem dizer dos melhoramentos previstos aos pedestres e a opção de um novo acesso na cidade, principalmente, à área da Cidade Baixa, além de solucionar os congestionamentos da Rótula.


"Diante de tudo isso, a Via Expressa vai melhorar a vida de mais de um milhão de baianos", apontou Oliveira.






VIA EXPRESSA EM NÚMEROS






Extensão: 4.297 m


Percurso: Porto de Salvador/ BR-324


Trajeto: Água de Meninos, Ladeira do Canto da Cruz, Estrada da Rainha, Largo Dois Leões, Avenida Heitor Dias, Rótula do Abacaxi, Ladeira do Cabula e Acesso Norte (BR-324)


Faixas: 10 – 6 para tráfego urbano e 4 exclusivas para cargas


Túneis: 3 (370 m)


Elevados: 14 (4.142 m)


Pista de rolamento: 23.225 m


Passarelas: 4




Ciclovia: 3.200 m







Passeio: 35.500 m²




O emissário submarino vai garantir tratamento adequado e a disposição final


dos esgotos de Salvador e Lauro de Freitas






Ponte Salvador-Itaparica: um novo vetor de expansão


Em paralelo à construção da Via Expressa, a ponte Salvador-Ilha de Itaparica também será uma nova alternativa de mobilidade urbana e de transporte de cargas. Trata-se de mais um projeto do Governo do Estado, que irá compor o futuro cenário logístico e de infraestrutura da Baía de Todos os Santos.


Além de ser uma nova via de acesso a Itaparica, em alternativa ao ferry-boat, o projeto se configura como um vetor de desenvolvimento que completa uma estrutura modal de transporte e acesso à capital.


"A futura ponte vai desenvolver a interligação entre Salvador, Recôncavo, Baixo Sul, Sul e Oeste da Bahia, abrindo uma nova rota de entrada e saída por Salvador, a chamada saída Oeste", esclareceu o secretário de Planejamento, Walter Pinheiro.


Sistema - A ponte, que deve ter entre 11 e 12 quilômetros de extensão, integrará um sistema que engloba, ainda, as duplicações da BA-001, na Ilha de Itaparica, da Ponte do Funil e das BAs 001 e 046, entre Nazaré e Santo Antônio de Jesus (entroncamento com a BR-101).







Ela servirá, também, como quilômetro zero da BR-242, que corta todo o estado, do Paraguaçu até Luís Eduardo Magalhães e Barreiras.





Fase de modelagem - O projeto está em fase de modelagem, priorizando os processos referentes aos estudos de impacto ambiental e sócio-econômico, para, posteriormente, ser submetido à licitação.





"Nós realizamos uma primeira etapa, que foi uma fase de ausculta, a qual chamamos de manifestação de interesse, para que os interessados pudessem responder ao Governo do Estado sobre seu desejo de participar desse empreendimento. Agora, nós estamos numa fase de elaboração dos projetos básicos", pontuou o secretário.


Junto ao vetor de desenvolvimento Oeste está a oferta de equipamentos turísticos, potencializada pela iniciativa, já que a ponte facilitará a chegada a polos turísticos baianos como Itacaré, Ilhéus, Belmonte e Baía de Camamu.


"A partir dessa estrutura vamos poder ofertar aos baianos uma nova rota de saída e turismo, que influenciará e beneficiará a economia de várias regiões, não só da Metropolitana e da Ilha. Enfim, será possível melhorar a vida das pessoas, integrando várias regiões do Estado, de maneira a promover o desenvolvimento econômico e, principalmente, social", resumiu Pinheiro.


Ponte vai desenvolver a interligação entre Salvador, Recôncavo, Baixo Sul, Sul e Oeste da Bahia



Emissário garante 90% de coleta sanitária


Em complementação às obras viárias em Salvador, o Governo do Estado avança na conclusão do Emissário Submarino da Boca do Rio. As obras já estão 95% finalizadas.


Assim, quem vislumbra a paisagem da Baía de Todos-os-Santos e a orla soteropolitana não imagina que, para preservá-las, um vasto sistema de tubulações – que em alto mar atinge uma profundidade de 45 metros – está interligando Salvador e Lauro de Freitas.


O emissário integra as obras do programa Água Para Todos, dentro da construção do Sistema de Disposição Oceânica do Jaguaribe. Quando concluído, no final de abril deste ano, o sistema vai garantir o tratamento adequado e a disposição final dos esgotos gerados em Salvador e Lauro de Freitas, de maneira rápida e segura.


Com a ampliação do sistema de esgotamento, a capital baiana vai atingir um índice de 90% de atendimento em coleta sanitária.


"Uma parte importante dessa ampliação vai permitir a cobertura dos bairros de Salvador que ainda não são atendidos por um sistema de esgotamento sanitário. Isso vai fazer com que a população tenha mais saúde, porque os esgotos vão ser afastados da casas e das ruas, permitindo, inclusive, a despoluição dos rios urbanos de Salvador", afirmou o superintendente de Meio Ambiente da Embasa, Júlio Mota.


Estão sendo investidos R$ 205 milhões nas obras, dos quais 75% vem do PAC Saneamento, em regime de parceria público-privada. Cerca de 1,3 milhão de pessoas vão ser beneficiadas em mais de dez bairros.


"Essa é a tecnologia mais avançada e a melhor alternativa, que nos garante a possibilidade de ampliação desse sistema para que a gente consiga uma cobertura de 100% e deixe de ter doenças, que há mais de 100 anos não existem nos países desenvolvidos", disse Mota.



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