NEGÓCIOS A 13ª unidade do grupo será responsável pelos investimentos em transporte e logística
LUISA TORREÃO
Os setores rodoviário, de transporte urbano, infraestrutura de logística e aeroportuário vão ganhar a atuação direta de uma nova empresa do grupo baiano Odebrecht, apresentada ontem ao mercado.
Trata-se da Odebrecht TransPort (OTP), cuja carteira está constituída de cinco ativos, entre eles a Concessionária Litoral Norte (CLN), que administra a BA-099 na Região Metropolitana de Salvador.
Também participam Rota das Bandeiras (SP), Embraport (SP), Via Parque (PE) e Via Quatro (SP).
Até 2015, estão previstos investimentos de R$ 5 bilhões, já comprometidos com os negócios atuais em curso pelos cinco ativos. O faturamento da OTP previsto para este ano é da ordem de R$ 502 milhões.
“Nosso objetivo é consolidar esses ativos e criar uma área de desenvolvimento de negócios em transporte, infraestrutura e logística, que tem a ver com todo o complexo de movimentação de carga”, define o presidente da OTP, Geraldo Villin, durante entrevista a A TARDE.
Localmente, Villin adianta que há interesse da nova empresa em participar da concessão da BA-093, que engloba 125,3 quilômetros, em 25 trechos de seis rodovias. Caso ganhe a licitação, a OTP terá o direito de explorar a infraestrutura rodoviária por meio de cinco praças de pedágio, em troca da prestação de serviços, como recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação da capacidade viária.
Não foi possível confirmar se a CLN fará parte da exploração dessa rodovia. Procurada por meio de assessoria, a concessionária não quis falar à imprensa e informou apenas que a Odebrecht possui 8,5% de participação nas ações preferenciais do consórcio.
Além da BA-093, a OTP pode investir ainda nos terminais privativos da Braskem em Aratu. Segundo Villin, um projeto específico seria montado para o plano de expansão de Aratu, porém ainda não há uma proposta de negócio concreta. “A Bahia é um mercado privilegiado para a Odebrecht. Tudo aquilo que for ligado a transporte, logística e infraestrutura, a princípio, nos interessa”, disse.
Parcerias Os investimentos da empresa se dá em projetos completos, desde a fase inicial até o desenvolvimento pleno, basicamente por meio de parcerias público-privada (PPPs) e concessões.
É o que acontece, por exemplo, no projeto de operação e manutenção da linha 4 do Metrô de São Paulo – uma concessão de 30 anos firmada por meio da primeira parceria público-privada metroviária do Brasil.
A OTP surge após cerca de cinco anos de planejamento, herdando projetos que já vinham em andamento na holding Odebrecht Investimentos em Infraestrutura. A ideia foi criar uma empresa específica para atuar nos setores de transporte e logística. O presidente Geraldo Villin explica: “É uma evolução natural.
Tendo uma empresa de finalidade específica, é mais eficiente a atuação no mercado.
A gente transmite mais claramente os nossos objetivos.
Uma coisa é uma holding genérica, outra é uma empresa focada”.
A Odebrecht Investimentos em Infraestrutura, controladora da Odebrecht TransPort, permanece como investidora de projetos no Brasil, como Arena Fonte Nova, e no exterior, como a Rota do Sol, na Colômbia.Além da BA-093, a Odebrecht TransPort (OTP) pode investir ainda nos terminais privativos da Braskem em Aratu.