Produção da indústria baiana cresce 15,5%

08/04/2010

Em fevereiro de 2010, a produção industrial da Bahia recuou 2,3% em relação a janeiro. Na comparação com igual mês do ano anterior, houve um crescimento de 7,8%, quinta taxa positiva consecutiva.


Com o resultado de janeiro, a Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), acusa um incremento de 15,5% no primeiro bimestre do ano.


O indicador acumulado nos últimos doze meses ainda registra taxa negativa de 0,3% em função do período de crise em 2009.


Seis segmentos registraram variações positivas, contribuindo para o crescimento de 7,8% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado. Destacam-se produtos químicos (19%), metalurgia básica (33,1%) e refino de petróleo (5,2%) em razão, respectivamente, ao aumento na produção de misturas de alquilbenzenos e etileno não saturado, barra, perfil e vergalhões de cobre e vergalhões de aço e óleo diesel e nafta. As duas únicas contribuições negativas vieram de veículos automotores (-56,2%) e alimentos e bebidas (-5%).


Comparando-se com janeiro, a taxa de -2,3% foi influenciada pelo desempenho do ramo automotivo e por conta do mês de fevereiro ser mais curto, além do feriado de carnaval.


A maior queda foi do ramo de veículos automotores (-49,5%), devido à parada para manutenção na indústria. Contudo, deve-se considerar que o maior peso da indústria baiana é do ramo químico, que também assinalou retração (-3,1%), além de borracha e plástico (-3,3%), refino de petróleo e álcool (-2,5%) e minerais não-metálicos (-1,6%).


Por outro lado, por apresentarem acréscimo, os segmentos de alimentos e bebidas (2,3%), celulose papel e produtos de papel (2,8%) e metalurgia básica (5,5%) suavizaram a tendência de queda.


No primeiro bimestre de 2010, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana acumulou acréscimo de 15,5%.


Produtos químicos (38,6%), em razão do aumento na produção de etileno não-saturado e polietileno de baixa densidade, refino de petróleo e produção de álcool (13,4%), em razão da maior produção de óleo diesel e nafta para petroquímica, e metalurgia básica (43,1%) foram os que mais contribuíram para o resultado positivo.


Por outro lado, as contribuições negativas vieram dos segmentos de alimentos e bebidas (-4,4%), celulose (-4,4%) e veículos (-9,6%).

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