Comércio mantém expansão e cresce 12,9% em fevereiro

15/04/2010




O segmento de móveis e eletrodomésticos foi beneficiado pela política de isenção do IPI


Em fevereiro, o comércio varejista da Bahia expandiu 12,9% em relação a igual mês de 2009.



O dado foi apurado pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada em âmbito nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado, em parceria, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do estado.


O comércio baiano iniciou, este ano, com as vendas aquecidas, acumulando também 12,9% no primeiro bimestre. Nos últimos 12 meses (março de 2009 a fevereiro de 2010), a expansão acumulada foi de 8,5%.


Conjuntura favorável – O Carnaval contribuiu, em fevereiro, para a taxa expressiva. Apesar do menor número de dias úteis característicos do mês, o indicador situou-se no mesmo patamar de janeiro.



Deve-se levar em consideração que essas taxas são resultantes da conjuntura econômica favorável, com influência da base comparativa deprimida em 2009.


Destaque para o fato de que, com o intuito de reduzir os estoques e aumentar o capital de giro das empresas, mais uma vez, como há vários anos, os lojistas dos mais diversos segmentos realizaram a Liquida Salvador.


"Nesse resultado de fevereiro, destaco o segmento de móveis e eletrodomésticos, beneficiado com a política de isenção do IPI para a linha branca, e a recuperação do ramo de materiais de construção. Outro fator significativo é a recuperação do rendimento real e a geração recorde de emprego nos dois primeiros meses de 2010", diz o coordenador de Acompanhamento Conjuntural da SEI, Luiz Mário Vieira.


Indicadores – Dentre os oito ramos de atividade que compõem o indicador do varejo, somente o segmento de Outros Artigos de uso pessoal e doméstico registrou variação negativa (-1,1%).



Os principais destaques couberam aos segmentos de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (46,9%), Móveis e eletrodomésticos (29,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (18,5%), Tecidos, vestuário e calçados (13,7%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (12,2%) ao passo que no subgrupo de Hipermercados e supermercados a variação foi de 11,7%.


Em menor intensidade registraram desempenhos positivos: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (11,1%) e Combustíveis e lubrificantes (2,8%).


Nos dois segmentos que não contribuem para a formação da taxa geral do varejo, os resultados foram positivos: Veículos, motocicletas, partes e peças (13,6%) e Material de Construção (15,2%).



Nos últimos 12 meses, a expansão acumulada foi de 8,5%



Material de escritório e informática foi o destaque


O ramo de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que vinha com acentuadas quedas no ritmo dos negócios, desde dezembro de 2009 vem apurando significativas taxas de expansão, o que, provavelmente, indica uma reversão da tendência de queda nas vendas desses produtos.


Com o resultado de fevereiro (46,9%), no acumulado do bimestre, a variação do segmento atinge 31,6%.


O segmento de Móveis e eletrodomésticos (29,3%) obteve taxa no mesmo patamar da de janeiro, sendo as mais expressivas desde maio de 2009.


Entretanto, deve se considerar que a base comparativa, fevereiro de 2009, influenciou esse resultado, pois a pesquisa apurou, naquele mês, variação negativa (-8,3%).


No acumulado dos dois primeiros meses de 2010, a taxa situou-se, também, em 29,3%, ao passo que em igual período do ano passado a variação foi de -5,9%.



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