A Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração reativou, nesta sexta-feira (30), o Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), com o objetivo de debater, formular e implementar novas políticas públicas relacionadas às atividades industriais e comerciais, além de definir diretrizes para o setor e avaliar o resultado das ações implantadas, promovendo o desenvolvimento e a expansão econômica do Estado da Bahia.
Para o secretário James Correia, presidente do conselho, este é um momento especial para a economia do estado. “O CDI é a extensão dos esforços do governo para colocar em prática um fórum permanente, que vai debater, com transparência, a política setorial, em um ambiente global, definindo as melhores práticas para o desenvolvimento do estado”.
Criado em 1961, o CDI teve um importante papel para a consolidação e crescimento da economia baiana. Foi o responsável pela criação de um importante programa governamental de fomento, gerando incentivos fiscais que trouxeram diversos investimentos para o estado, a exemplo do Polo Industrial de Camaçari e do Centro Industrial de Aratu.
Com a criação em 1991, do Programa de Promoção de Desenvolvimento da Bahia (ProBahia), mais específico e abrangente, o CDI ficou paralisado e, este mês, teve o seu novo regimento aprovado, por meio do Decreto nº. 12046 /2010.
Para o secretário do Planejamento, Antonio Valença, “a reativação do conselho é um momento histórico, um regresso às origens, uma fonte ímpar de insumos para o desenvolvimento estratégico do estado”. O secretário da Fazenda, Carlos Martins, salientou a importância de políticas estaduais de desenvolvimento como essas serem debatidas amplamente. “É um ato democrático, louvável, que tem como prioridade o desenvolvimento do estado”.
O conselho será operado por câmaras setoriais (agroindústria, tecnologia e inovação, relações de trabalho e desenvolvimento, petróleo e petroquímica, automobilística, papel e celulose, mineração, naval e portuária, construção civil, calçadista, logística e atacadista, comércio e serviços) e transversais (tributária, energia, meio ambiente e serviços).
As câmaras serão compostas por representantes de entidades e associações de classes, representantes da administração pública, agências de fomento, universidades, dentre outras que se façam necessárias para atender e solucionar eventuais demandas.
Composição
O CDI é formado por representantes de 16 entidades, entre eles, os secretários estaduais Carlos Martins (Fazenda), Antonio Valença (Planejamento), Eugenio Splenger (Meio Ambiente), Feliciano Monteiro (Ciência, Tecnologia e Inovação), Wilson Brito Filho (Infraestrutura), Eduardo Salles (Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária).
Também Luiz Petitinga (Agência de Fomento do Estado), José Mascarenhas (Federação das Indústrias do Estado), Carlos Amaral (Federação do Comércio do Estado), Eduardo Castro (Associação Comercial da Bahia), Ana Dias (Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico), Edval Passos (Sebrae), Manoelito Damasceno (Uneb), Maria Maia (Associação Baiana das mantenedoras do Ensino Superior).