06/05/2010
| Micro e pequenas empresas poderão financiar até R$ 200 mil para serviços publicitários REGINA BOCHICCHIO Micro e pequenas empresas poderão, agora, lançar mão delinhadecrédito, inéditano País, que prevê financiamento de até 80% do custo dos investimentosempacotes de serviços publicitários. O governador Jaques Wagner (PT) assinou, ontem, protocolo de intenções e convênio de cooperação técnica envolvendo a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), Assessoria Geral de Comunicação do governo (Agecom) e Associação Baiana do Mercado Publicitário (ABMP), dando a largada da linha Credifácil Anunciante. O evento aconteceu no auditório da Desenbahia, com a presença de representantes de segmentos do governo, comércio, imprensa e publicidade. Em outras palavras, micro, pequenos e médios anunciantes terão mais facilidade para arcar com custo de contrato de agências de publicidade para anúncio de seus negóciosemrádio, TV, jornal, revista, outdoor e busdoor ? espaço ocupado majoritariamente pelos grandes varejistas. Empresas com pelo menos dois anos de existência no mercado baiano poderão ter acesso à linha de crédito desde que a agência responsável pelo plano de comunicação esteja instalada no Estado há pelo menosumano e seja filiada à Associação Baiana de Mercado Publicitário (ABMP). Essa última prerrogativa vale também para os veículos de mídia e fornecedores. Financiamento O valor do financiamento será de até R$ 200 mil ou 5% da receita bruta declarada e cada empresa poderá efetuar até três operaçõesdecrédito pelo Credifácil Anunciante, desde que respeitado esse limite. O governo, através da Desenbahia, bancaráaté80%doplano de comunicação publicitário da empresa com prazo global para pagamento de até 12 meses, com três meses de carência. A taxa de juros cresce de acordo com o valor financiado. Será de 8% ao ano para financiamentos até R$ 100 mil; de 9% de R$ 100 mil a R$ 150 mil e 10% para a faixa de R$ 150 mil a R$ 200 mil. Até agora, 19 entidades assinaram a parceria para integrar o sistema Credifácil Anunciante, como Associação Comercial da Bahia, Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato das Agências de Propaganda do Estado da Bahia (Sinapro), entre outros. O governador Jaques Wagner disse que a linha de crédito é fruto do momento de diálogo entre governo e classe empresarial. ?O mercado publicitário estimula a geração de emprego. A propagandaéaalmadonegócioemicro e pequenos que normalmente não podem investir nisso vão poder fazer. Ganham os meios de comunicação e ganham as agências que trabalham nessa cadeia?, disse. Demanda A expectativa do presidente da Desenbahia, Luis Pititinga, é a de que até o final do ano sejamdisponibilizados atéR$ 10 milhões através dessa linha de crédito. Pesquisa realizada pela Desenbahia entre 2009einíciodesseano,aponta que o mercado publicitário baiano ? cujo tamanho estimadoé de R$ 595 milhões ? se ressente da participação de micro e pequenas empresas. Ou seja, há demanda reprimida nessa área específica. O presidente do Sindicato dos Lojistas na Bahia (SindilojaBA), Paulo Motta, afirma que o setor está otimista com a perspectiva de poder aparecer paraoconsumidor. "Publicidade é investimento, mas é oneroso. Muitas empresas não têm condições de bancar. Enquanto as grandes empresas do varejo tem poder de barganha, o pequeno empresário tem alcance muito menor ?, disse. Ageração de bons negócios vindos do setor terciário, através da linha crédito, é vista pelo presidente da Associação BaianadoMercadoPublicitário( ABMP),NeiBandeira, como uma possibilidade rara. Bandeira diz, porém, que não adianta só a linha de financiamento,masquedeve haver um movimento de engajamento inicial no mercado, o que pode ser fomentado através dos envolvidos. |