Naval: Odebrecht, OAS e UTC decidiram bancar o projeto
O Estaleiro Enseada do Paraguaçu, sociedade entre
Se ganhar parte das sondas, o estaleiro baiano deve investir cerca de R$ 2 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão financiados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), para construir uma unidade com capacidade de processar 60 mil toneladas de aço por ano. A previsão é começar as obras no fim de 2010 e conclui-las em 24 meses, no fim de 2012. Seis meses antes do término do empreendimento, porém, o estaleiro começaria a processar aço. Um dos desafios do estaleiro, caso ganhe a encomenda da Petrobras, será erguer as instalações da unidade ao mesmo tempo em que constrói os navios-sonda.
A Petrobras ainda não divulgou o resultado das licitações das sondas, que tornou-se alvo de uma acirrada discussão. Os participantes questionaram pontos das propostas dos concorrentes.
Os sócios entraram com recursos contra dois concorrentes, mas a empresa não comenta o assunto. A proposta de Odebrecht, OAS e UTC para construção dos navios-sondas considera projeto da norueguesa
Se não for bem-sucedido na licitação, o estaleiro deve começar com um projeto menos ambicioso e desenvolver o negócio em etapas. Nesta hipótese, o foco estaria em outras concorrências da Petrobras, inclusive a montagem de "topsides" (unidades que equipam as plataformas) para cascos já licitados pela estatal.
A lógica, portanto, é de que o investimento será de acordo com o tamanho das encomendas. Em fases seguintes, o estaleiro poderia ser expandido e chegar a 140 mil toneladas de capacidade de processamento de aço - semelhante ao do Estaleiro Atlântico Sul (
"O projeto das sondas é importante [para o estaleiro], mas houve decisão estratégica dos sócios de fazer a obra pois temos a área e já conseguimos a licença prévia do Ibama", diz Fernando Barbosa, diretor-superintendente do Estaleiro Enseada do Paraguaçu. Segundo ele, os sócios estão trabalhando no projeto há um ano e meio e constituíram uma sociedade, o Estaleiro Enseada do Paraguaçu S.A., com sede em Salvador. A Odebrecht tem 50% do projeto e os outros dois acionistas 25% cada um.
Os acionistas do estaleiro compraram 160 hectares em Maragogipe, às margens do rio Paraguaçu, onde será erguida a unidade. A área fica próxima ao canteiro de obras de São Roque do Paraguaçu, usado pela Petrobras para a construção de plataformas. No momento, os sócios estão negociando o empréstimo para o projeto com os agentes financeiros do FMM. As discussões envolvem