As informações constam da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan).
A retração verificada em junho em relação a maio foi determinada pela queda nos níveis de produção de 10 dos 11 setores analisados. Neste sentido, houve retração nas indústrias Extrativa mineral (-3,8%); Indústria de transformação (-6,4%); Alimentos e bebidas (-0,1%); Celulose, papel e produtos de papel (-2,5%); Refino de petróleo e álcool (-9,8%); Produtos químicos (-8.7%); Minerais não metálicos (-2,0%); Metalurgia básica (-1,3%) e Veículos automotores (-6,4%).
Exceção – A única exceção do período foi o setor de Borracha e plástico, que registrou expansão de 7,1% em junho, ante ao mês anterior. A economista da SEI, Carla Janira, acrescenta, em relação ao comparativo de junho com maio, que a queda da produção industrial pode representar uma acomodação nos níveis produtivos do pós-crise.
"Por outro lado, em junho, houve a Copa do Mundo, com três dias úteis de atividades suspensas em função dos jogos da seleção brasileira, e é possível que este fator tenha contribuído para o resultado", observa Carla.
Trimestral – De acordo com o coordenador de acompanhamento conjuntural da SEI, Luiz Mário Vieira, apesar do resultado negativo no comparativo mensal, a produção industrial do estado avança no comparativo trimestral, tendo em vista a alta de 0,8% registrada no período abril/junho, ante a janeiro/março.

O setor cresceu 6,7% no acumulado nos últimos 12 meses em relação a igual período anterior
A produção industrial baiana de transformação e extrativa mineral registrou saldo positivo no acumulado do ano, com expansão de 13,7%, e alta no mês de junho de 1,9% em relação a igual período do ano passado. Na comparação com o mês anterior, houve queda de 6% em junho.