Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação formam o segmento do comércio com maioraltaemvolumedevendas em julho de 2010, em comparação ao mesmo período do ano passado na Bahia.
Com crescimento de 16,6%, este setor puxou o desempenho do comércio local no período, calculado em 8,4%, enquanto o Brasil registrou alta de 13,5%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE).
Na comparação com junho, porém, as vendas na Bahia apresentaram alta de 1,1%, número maior que a média nacional, 0,4%. Em análise divulgada ontem, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) aponta que apesar da alta do setor de informática, a atividade mais representativa do varejo na Bahia é o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceu 7,3% em relação ao ano passado.
“Esse segmento, em razão de comercializar, predominantemente, produtos básicos, tem receitas determinadas pelo poder de compra dos consumidores. Desde o ano passado, o ramo vem se destacando como o principal responsável pela expansão do comércio baiano, face ao peso significativo que ocupa na estrutura do varejo”, observou a economista da SEI, Vânia Moreira.
Tendências O técnico da coordenação de serviços e comércio do IBGE, Nilo Lopes, disse que, apesar da alta, o ritmo de crescimento não é tão intenso quanto no início deste ano. A queda no ritmo de aceleração do comércio, segundo ele, não demonstra, porém, sinal de reversão da trajetória de alta.
"Os dados em 12 meses, que ilustram melhor a tendência de longo prazo, mostram que ainda há fôlego de crescimento no comércio, não há desaceleração, mesmo com a perda de ritmo dos aumentos na margem (na comparação com o mês imediatamente anterior)”, afirmou.
Em 12 meses, até junho, o varejo acumulou expansão de 9,7%, ante 9,3% em junho e 8,8% em maio. Segundo Lopes, o comércio varejista prossegue beneficiado por fatores como aumento da renda, expansão do crédito e, sobretudo, continuidade na elevação da massa salarial, impulsionada pelo emprego.
Para os próximos meses, o estrategista-chefe do Banco WestLB do Brasil, Roberto Padovani prevê que a indústria passe por um período de redução de estoques, mas com comércio fortalecido. “Acredito que haverá ainda muitas promoções e isso deve manter o comércio aquecido”.
“O ritmo de crescimento aguardado para o terceiro e quarto trimestres tem muito mais a ver com o observado no segundo trimestre do que com o primeiro”, avaliou. Padovani manteve a projeção de crescimento de 9,5% nas vendas no comércio varejista este ano, ante uma expansão de 5,90% em 2009.
Setor de informática puxa alta do comércio E revela que volume de vendas cresceu no Estado e no Bras
15/09/2010