CAETITÉ Grupo do Cazaquistão passa a ser o único controlador do projeto de extração de minério de ferro
ERIC ONSTAD E JOHN BOWKER Reuters, Londres e Moscou
A Eurasian Natural Resources Corporation (ENRC), empresa do Cazaquistão, anunciou ontem a compra dos 50% da sociedade que mantinha com o grupo indiano Zamin Ferrous no projeto da Bahia Mineração (BML), no sudoeste do Estado.
O negócio prevê o pagamento de US$ 670 milhões pela BML e permite a aquisição, também, de um projeto adjacente por até US$ 150 milhões.
Com a compra, a companhia torna-se a única cotista da BML e prepara-se para dar novo impulso ao Projeto Pedra de Ferro, que vai extrair minério de ferro na região de Caetité, no sudoeste da Bahia.
O produto será destinado à exportação para a China e Oriente Médio por meio de um terminal de embarque privativo em Ilhéus.
O projeto é estimado em US$ 1,8 bilhão e o prazo previsto para entrar em operação é 2013. A BML deve produzir 19,5 milhões de toneladas de concentrado de minério de ferro por ano até 2014 a um custo de US$ 2,1 bilhões, informou a ENRC.
A empresa estava negociando com siderúrgicas uma possível venda da participação no projeto para ajudar no custo da construção. "Temos mantido negociações preliminares com siderúrgicas da União Europeia, indianas e chinesas", disse o presidente do conselho administrativo da ENRC, Johannes Sittard.
História Em 2008, a ENRC comprou metade da Bahia Mineração por US$ 306 milhões, mas desde então um programa de exploração identificou mais recursos no depósito e um estudo de viabilidade atualizado foi concluído em julho.
Comisso, a Bahia Minerals tem agora uma reserva de minério de ferro de 1,8 bilhão de toneladas, com conteúdo médio de ferro de 32%. Mas, de acordo com estimativa da empresa compradora, o projeto deverá alcançar a marca de produção de 19,5 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano, com a concentração entre 67% e 68,5%.
"A aquisição da BML é coerente com a estratégia de aquisições de commodities da ENRC, focada em projetos de grande crescimento em regiões de mineração ao redor do mundo. Nós recebemos com otimismo a oportunidade de adquirir o controle total da empresa na Bahia. Temos certeza de que esta aquisição vai incrementar o lucro dos nossos acionistas", disse o CEO da ENRC, Felix J Vulis.
Negócios Com a compra de ontem, a ENRC tem até o dia 15 de novembro para optar pela compra de uma empresa que detém um projeto de mineração adjacente, a Greystone Mineração do Brasil Limitada. A empresa tem uma base de recursos de 147 milhões de toneladas com média de conteúdo de ferro de 31,8%.
No ano passado, a ENRC pagou US$ 955 milhões em dinheiro pela Central African Mining and Exploration (Camec) para obter ativos minerais na República do Congo, Zimbábue e Moçambique.
Com a aquisição, a empresa passa a gerir negócios no Brasil, Cazaquistão, Africa, entre outras partes do mundo US$ 1,8 bilhão é o investimento estimado para implantação do projeto que deve começar a operar em 2013, com a extração de 19,5 milhões de toneladas/ano US$ 2,1 bilhões é o que a empresa pretende gastar para fazer a retirada do minério de ferro. A reserva é estimada em 1,8 bilhão de toneladas, e concentração média de 32%.
Bahia Mineração é vendida em negócio de US$ 670 milhões
22/09/2010