Shell quer projetar o etanol brasileiro para o mercado externo

22/09/2010

A Shell, empresa de combustíveis, quer tornar o Brasil, plataforma de distribuição de biocombustíveis para o mundo. A Shell tem um orçamento de US$ 1,5 bilhão para investimentos na nova empresa que está compondo com a Cosan. Além dos aportes na ampliação das atividades brasileiras, a companhia espera testar, no País, tecnologias de etanol de segunda geração que vêm sendo desenvolvidas pela Iogen Energy, que faz parte do acordo com a Cosan.



O vice-presidente de estratégia, portfólio e energia alternativa do grupo Shell, Mark Gainsborough, disse que no longo prazo, o objetivo é criar uma companhia global de biocombustíveis. Ele acredita que a joint venture (com a Cosan) tem potencial não só no Brasil, mas para ser um grande ator nesse mercado.



A joint venture com a Cosan foi anunciada em fevereiro e prevê a fusão dos ativos das duas companhias nos segmentos de distribuição de combustíveis e produção e pesquisa de novas tecnologias de etanol. Com valor estimado em US$ 12 bilhões, a companhia nasceu com 4,5 mil postos de combustíveis, além da maior capacidade para produção de etanol do País.

Mercado Externo



"Achamos que há um grande potencial para o etanol de cana-de-açúcar do Brasil. O mundo já percebeu que o Brasil criou, nos últimos anos, um mercado de biocombustíveis bastante competitivo", afirmou Gainsborough, confirmado que o passo principal, será dado em direção ao mercado externo.

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