Governo da Bahia pretende atrair fábricas de geradores, pás, torres e outras empresas ligadas ao setor

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Na região do Pólo Industrial de Camaçari, o Governo da Bahia pretende montar um complexo eólico que incluiria, além das fábricas de turbinas, produtores de outros componentes, como pás e torres. Empresas de outros ramos ligadas ao setor também estão no alvo, como prestadores de serviço em logística e transportes.
De acordo com a Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração da Bahia (SICM), o objetivo inicial é desenvolver uma área bem caracterizada para energia eólica, de onde o equipamento, o aerogerador, já saia praticamente pronto. Em dezembro último (veja aqui), o portal TM já noticiava a intenção do governo em criar a indústria eólica.
Foi reservada uma área de 2 milhões de m² para a instalação dos empreendimentos. Quatro empresas, de nomes não revelados, estão em estágio de negociação. A espanhola Valverde, que atua na produção de aerogeradores, é a única confirmada.
A proposta apresentada às empresas inclui o comprometimento do governo de entregar todas a parte de urbanização, com serviços de energia elétrica, gás natural, água e rede de esgoto, prontas para os interessados, além de benefícios fiscais.
Brotas de macaúbas
Após surgir nos últimos leilões de energia como um dos Estados mais procurados pelos investidores do setor eólico (veja aqui), a Bahia trabalha para aumentar ainda sua participação no mercado.
Um investimento de aproximadamente R$ 400 milhões vai proporcionar a implantação de um parque eólico com três usinas, com capacidade instalada para geração de 90 MW de energia elétrica a partir da força dos ventos.
A implantação do parque eólico de Brotas de Macaúbas irá gerar 300 empregos diretos na fase de implantação e mais 30 empregos na fase de operação, com previsão de faturamento anual estimado em R$ 41 milhões. As obras têm previsão para começar no mês de março e conclusão prevista para julho de 2011, como já visto pelo portal TM (veja aqui).
Os protocolos de intenção assinados na área de energia eólica entre Bahia e investidores estão em R$20 bilhões. Os valores incluem os aportes previstos para parques eólicos no estado e para a instalação de fábricas locais.
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