Começaram no município de Barreiras, as obras da maior indústria de alimentos de derivados de milho do país. A fábrica da Vitamilho integra o plano de expansão da Campo Brasil Indústria e Comércio Ltda. A aliança firmada entre a Vitamilho e a prefeitura local se materializa com o início das obras de construção, que serão executadas numa área de 120 mil metros quadrados no distrito industrial do município, num investimento de R$ 40 milhões”.
A capacidade total de processamento corresponde a 216 mil toneladas/ano de milho in natura e 3,6 mil toneladas/ano de arroz. A estimativa é que sejam gerados 220 postos de trabalho e mais de mil empregos diretos e indiretos na região.
De acordo com o presidente interino do Banco do Nordeste, Paulo Sérgio Ferraro, as oportunidades do negócio na região transparecem o orgulho do cidadão do oeste da Bahia em produzir o milho e não mais desejar se mudar para metrópoles como São Paulo, por ter a condição de industrializar a própria matéria-prima do local.
“Enxergamos como importância vital para a economia regional o desenvolvimento da matriz agrícola do milho, no quesito de geração de emprego e renda e para despontar a região como potencial de produção da cultura do milho”, disse o gerente regional da EBDA, Carlos Augusto Araújo, ressaltando a assistência técnica e o aperfeiçoamento desses produtores da agricultura familiar. A fábrica de Barreiras processará o equivalente a 15% da produção do milho baiano. A recém-inaugurada fábrica da Coringa em Luís Eduardo Magalhães vai processar 20% da produção.
As duas empresas juntas vão processar 35% do milho do estado, o que aponta para a necessidade de triplicar a produção, considerando-se o estudo que está sendo finalizado pela FGV para indicar os melhores caminhos para a oferta de incentivos fiscais e assim atrair novas indústrias para agregar valor ao milho, ao algodão e à soja.
Além do aspecto econômico, a cultura do milho é muito importante para o oeste da Bahia, em termos agronômicos, como opção para rotação de culturas. A região é responsável por mais de 50% de todo o milho produzido no estado e abastece tanto as granjas de aves e suínos, como a indústria alimentícia do Nordeste do país. Além disso, a Seagri trabalha para estimular a avicultura e a suinocultura na região.