BA: Estado investe mais de R$ 30 mi em economia solidária

15/10/2010


Com investimento em torno de R$ 32 milhões, a Superintendência de Economia Solidária da Secretaria do Trabalho, Emprego Renda e Esporte (Setre) da Bahia vem apoiando ações para fomentar esse segmento da economia, promovendo inclusão social por meio do trabalho.


Atualmente, 11 mil empreendimentos da economia popular na Bahia, formados na maioria por associações, grupos e cooperativas já foram beneficiados. Com dez anos de resistência, a Associação das Costureiras de Itapagipe (Ascosi), encontrou na Economia Solidária e no cooperativismo uma oportunidade de inserção no mercado formal.


Num pequeno ateliê, cerca de 10 mulheres, em torno dos 50 anos de idade, trabalham realizando cortes e costura a grosso, produzindo fardamentos que são vendidos para fábricas. As costureiras recebem apoio do governo, por meio de parceria com a Universidade Católica de Salvador (Ucsal), que, como incubadora, presta toda assessoria de apoio ao negócio.


A Ucsal apoia na área de gestão, além de assessoria jurídica, contábil e administrativa, dentro dos pólos das universidades. Através de ferramentas administrativas a universidade tenta mostrar a melhor forma de gerirem o negócio. A captação de recursos é via projetos.


Sustentabilidade


A Ascosi consegue arcar com as despesas de aluguel, telefone, água e luz, além de dividir a receita entre as associadas. Com mais de 20 anos de prática de costura, a capacitação muda a qualidade do serviço e a forma de trabalhar. E o apoio financeiro ajuda na aquisição de novas máquinas, na qualidade das roupas que produzimos, além de permitir um esclarecimento jurídico e contábi.


O segmento “Economia solidária” trabalha com o princípio cooperativo, associativo, para que a ação inclusiva passe a governar as atividades, respeitando questões ambientais, de gênero e de etnia.


As ações vão desde egressos do sistema prisional, com jovens sob medidas socioeducativas, pessoas com deficiência mental, até empreendimentos culturais. Onde tem trabalho a economia solidária pode atuar com práticas coletivas e buscando o respeito às diversidades.

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