Uma delegação do Governo do Estado, da Prefeitura de Salvador e do Consulado Geral do Brasil em Xangai participa, na China, do Seminário de Oportunidades de Investimento da Bahia, que começou ontem e prossegue até hoje, no Howard Johnson Plaza Hotel,
A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) também participa do evento, que reuniu, no primeiro dia de atividades, cerca de 100 empresários chineses de diversos setores da economia. Durante a solenidade de abertura, o cônsul geral do Brasil em Xangai, embaixador Marcus Caramuru de Paiva, destacou a estabilidade da economia brasileira e a perspectiva de crescimento do país.
Ele ressaltou ainda que os investimentos na Bahia são amparados pelo plano de ação conjunta Brasil-China 2010/2014, no qual os dois países se comprometem estimular a expansão do comércio e dos investimentos bilaterais. O secretário da Agricultura do Estado, Eduardo Salles, representa o governador Jaques Wagner no seminário e disse que o governo baiano considera bem-vinda a presença de investimentos chineses no estado.
Comércio bilateral – Salles lembrou que a Bahia já dispõe de um escritório de representação para a atração de investimentos, em Pequim, contribuindo para a ampliação do comércio bilateral. Também presente na abertura, o vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Britto, destacou as afinidades entre o Brasil e a China e as potencialidades para a cooperação com a Bahia.
O secretário Extraordinário do Estado para Assuntos da Copa do Mundo Fifa Brasil 2014, Ney Campelo, e o chefe de gabinete do prefeito de Salvador, Leonel Leal, mostraram, num dos principais painéis do dia, as oportunidades nas áreas de forte potencial de investimento chinês na Bahia, com destaque para ações ligadas à Copa 2014 nas áreas de mobilidade, portos, aeroportos e turismo.
No painel coordenado pelas secretarias da Agricultura (Seagri) e da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), foram apresentadas oportunidades de investimentos para a agricultura, energias renováveis, além de um panorama sobre o potencial industrial do estado. O painel também contou com apresentação do diretor da Fieb, Gustavo Sales.
Escritório de representação terá atuação ampliada
Painéis e shows –
A agropecuária representa mais de 60% das exportações baianas para a China. Somente no ano passado foi exportado para o mercado chinês US$ 1 bilhão, dos quais US$ 675 milhões do setor da agropecuária.
A programação do Seminário de Oportunidades de Investimento da Bahia continua hoje, com os painéis de oportunidades de investimentos nas áreas de infraestrutura (portos, ferrovia, aeroporto) e indústria metal mecânica.
Paralelo ao seminário começou, ontem, também na China, a semana da Bahia na Expo Xangai, evento de caráter cultural, que reúne, desde maio, 190 países e 50 organismos internacionais. O objetivo do evento é promover a cooperação internacional pelo intercâmbio cultural, econômico e tecnológico.
A semana da Bahia na Expo Xangai segue até a próxima sexta-feira, com a realização de shows do Ilê Aiyê e da banda BaianaSystem, dentre outras atrações.
"O objetivo é que o escritório dê apoio às cooperativas e associações de agricultores familiares, no tocante à formação de preços (custo de logística e impostos), rotulagem traduzida para o mandarim, seguindo as normas chinesas para a divulgação e degustação dos produtos", explicou Salles.
Durante o seminário, os secretários Ney Campelo (Secopa) e Eduardo Salles (Seagri) assinaram protocolo de intenções com o objetivo de ampliar a atuação do escritório de representação do governo da Bahia em Pequim, que tem foco na área da agropecuária, mas também contribuirá para a prospecção de oportunidades de investimentos e transferência de tecnologias voltadas para a Copa 2014.
"O objetivo do protocolo é promover a atração de investidores e de transferência de tecnologias em megaeventos esportivos, além de fomentar e apoiar o uso de produtos da agricultura familiar e do agronegócio durante o Mundial de 2014, com destaque para o café, o guaraná e o chocolate produzidos no estado", afirmou Campello.
Doces em compotas, geleia, mel, café de Piatã e cachaça de Abaíra, dentre muitos outros produtos da agricultura familiar baiana, já são comercializados na China pelo escritório.
Nos dias 16 e 17 deste mês, Eduardo Salles e o superintendente de Política do Agronegócio da Secretaria da Agricultura, Jairo Vaz, participaram, em Pequim, de uma reunião com a coordenadora local do escritório, Helena Rong Knaof, especializada em comércio chinês, e o gestor da Agência Brasileira de Promoção à Exportação e Investimentos na China (Apex), César Yu. No encontro foram traçadas estratégias para inserir os produtos da agricultura familiar no mercado chinês, estimado em 1,3 bilhão de consumidores.