Bahia gerou mais de 10 mil empregos com carteira assinada em setembro

20/10/2010


Durante o mês de setembro de 2010, a Bahia gerou 10.287 novos empregos com carteira de trabalho assinada. O saldo do mês colaborou para o acúmulo de 90.965 novas vagas, este ano, com destaque para os setores da construção civil e os serviços. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged/MTE), divulgadas com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan).


No acumulado do ano, o desempenho do estado, com quase 91 mil novos postos formais, coloca a Bahia na melhor posição na Região Nordeste. Comparativamente aos 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, a Bahia ocupou a 7ª posição em termos de saldo mais expressivo de empregos criados no período de janeiro a setembro de 2010.


Ficou abaixo apenas dos estados de São Paulo (752.445 vagas), Minas Gerais (283.627), Rio de Janeiro (149.247), Paraná (149.146), Rio Grande do Sul (141.137) e Santa Catarina (98.176).


O secretário do Planejamento, Antônio Alberto Valença, vê com otimismo o resultado. "Os números confirmam a tendência de sustentabilidade do processo de crescimento da economia e também o acerto das diretrizes governamentais no sentido de abrir novas oportunidades de trabalho no estado." Ele lembra ainda que o número de empregos gerados este ano já supera o de todo o ano de 2009 em quase 20 mil postos de trabalho.



Atração de investimentos – O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, credita o desempenho ao bom momento que a política macroeconômica brasileira vive e à atração de grandes investimentos públicos e privados para o estado como o Programa Minha Casa, Minha Vida, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Arena Fonte Nova e o aquecimento do mercado imobiliário.


A necessidade de ações complementares para a geração de empregos por parte dos estados é também ressaltada pelo secretário. "A intermediação para o trabalho por parte do governo estadual é uma ferramenta significativa na geração de empregos. Temos o SineBahia, modelo nesta ação, que a cada mês bate recordes no número de colocações no mercado de trabalho."


O secretário observa ainda que o número de postos criados foi distribuído pelas diversas regiões do estado. "Isso demonstra o fortalecimento da economia em toda a extensão territorial da Bahia."


O diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, diz que o resultado indica a superação das projeções iniciais do Ipea para este ano, sendo possível novo recorde, com a criação de mais de 100 mil empregos.



Indústria de transformação e agricultura



Segundo melhor saldo já registrado para o período





Posição da Bahia


Nesse sentido, o volume total de 10.287 empregos gerados só foi menor do que o verificado em São Paulo (53.572), Pernambuco (39.645), Alagoas (28.256), Rio de Janeiro (21.649), Paraná (14.038), Santa Catarina (12.704) e Rio Grande do Sul (11.139).


– Na região Nordeste, o estado da Bahia foi o terceiro em geração de empregos formais, em setembro deste ano, sendo superado por Pernambuco (39.645 postos) e Alagoas (28.256 postos). Na comparação com os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, a Bahia obteve o oitavo saldo mais expressivo de empregos criados no país no mesmo mês.


O saldo do mês (10.287 postos formais) foi um pouco inferior ao contabilizado em igual período do ano anterior (10.765 vagas) e também ao verificado em agosto (11.207 vagas), mês imediatamente anterior ao avaliado. O resultado de setembro foi obtido pela diferença entre a movimentação de 68.647 trabalhadores admitidos e 58.360 desligados no mês.


Segundo a série histórica do Caged, em termos absolutos e relativos, este foi o segundo melhor saldo já registrado para o mês de setembro, sendo superado apenas pelo ocorrido em 2009.


Em setembro deste ano, a abertura de postos com carteira de trabalho assinada na Bahia ocorreu de forma mais expressiva no setor de serviços (3.962 empregos).


Em seguida, destacam-se o comércio (2.223 vagas formais) e a indústria de transformação (2.060 empregos formais). A construção civil apresentou saldo menos expressivo, da ordem de 1.591 empregos.


Em contraposição, o setor da agropecuária chama a atenção com o único resultado negativo no mês em questão (-48 vagas).


A construção civil e os serviços foram os setores que mais geraram postos de trabalho celetistas de janeiro a setembro de 2010, sendo responsáveis por saldos de 27.114 e 26.178 empregos, respectivamente. Também tiveram bons desempenhos a indústria de transformação (17.183) e a agropecuária (10.845).


Administração pública e serviços industriais de utilidade pública contabilizaram os saldos menos expressivos, implicando na criação de 302 e 312 postos de trabalho celetistas, respectivamente.


Em 2010, tem-se equilíbrio na geração de postos entre municípios do interior baiano e os da Região Metropolitana de Salvador (RMS). Foram criados 45.517 empregos na RMS (50,04%) enquanto na região não metropolitana foram abertas 45.448 vagas (49,6%).


Os municípios metropolitanos que mais criaram vagas com carteira assinada foram Salvador (25.513 vagas), Camaçari (7.963), Lauro de Freitas (4.747) e Simões Filho (2.373).


Com relação aos municípios do interior do estado, Feira de Santana (7.133 vagas), Juazeiro (4.908), Casa Nova (3.578) e Vitória da Conquista (3.392) foram os que mais se sobressaíram.


Ipiaú, Xique-Xique, Itamaraju e Cruz das Almas são os municípios que registraram os saldos mais negativos de, respectivamente, -677, -513, -400 e -394 empregos.

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