Varejo baiano espera Natal dos presentões

10/11/2010


Alessandra Nascimento





Ovarejo baiano está otimista. Segundo o superintendente da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Carlos Roberto Oliveira, o setor está vivendo um momento ímpar. “O setor de serviços tem crescido bastante e é um forte impulsionador do PIB na Bahia uma vez que responde por 60% dele. Nos últimos anos temos verificado um processo de transformação intenso com fusões em ritmo acelerado consolidando o setor”, explica.



Oliveira diz que entre janeiro a agosto deste ano o ritmo de crescimento do varejo baiano corresponde a uma média de 9,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior e se comparado com a média nacional de 5% a importância da economia baiana fala mais alto.


“Estão sendo esperados mais de R$ 4 bilhões na economia baiana neste ano fruto direto da aplicação do 13º salário na economia do Estado. No período de festas natalinas estão sendo gerados 10 mil empregos. Vale destacar também que os principais shoppings da Bahia geram 25 mil empregos em 2,3 mil pontos comerciais.


O varejo gera no estado mais de 80 mil empregos”, revela o superintendente do CDL. Oliveira acredita que o Natal de 2010 seja caracterizado pelo Natal dos presentões.


“Os produtos de maior valor agregado terão excelentes saídas. Estamos falando dos automóveis, geladeiras, dos eletroeletrônicos, sem esquecer do vestuário e das bebidas que ganham forte apelo de compras nesta época do ano”, informa.


Sobre os importados, Carlos Roberto Oliveira acredita que eles continuem em alta na lista de compra dos baianos. “Com base na cotação do dólar e na valorização do real, um mix de produtos está em evidência como alimentos, bebidas, dentre os produtos populares encontrados em lojas de R$ 1,99.


Os importados assumem um papel de complementação da demanda do setor varejista alcançando o mercado a preços 20% mais baratos se relacionarmos a 2009. Pesquisas indicam que os importados representarão neste ano pelo menos 23% das compras do varejo do Natal de 2010”, acredita.


Oliveira analisa que o atual momento do mercado baiano está diretamente relacionado ao alto poder aquisitivo da classe C. A região Nordeste foi a que mais cresceu no período impulsionada pela nova classe média e isso também reflete na queda da inadimplência e na retração do endividamento. Com a melhora da empregabilidade e da renda, a população corre atrás do pagamento de dívidas e regulariza a situação financeira.


Estimamos que até dezembro deste ano mais de 4,2 milhões de baianos sejam reabilitados. Em face deste cenário podemos concluir que o momento é de otimismo. Muitos lojistas estão investindo alto em suas lojas, se preparando, capacitando vendedores e melhorando o ambiente de loja e pensando sempre no consumidor”, menciona.



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