Anel ferroviário evitará transporte de cargas perigosas em Camaçari

23/11/2010



O governador assinou a ordem de serviço para as obras, que devem ser concluídas no prazo de 18 meses


Antiga reivindicação dos moradores de Camaçari e região, a implantação do anel ferroviário se tornará realidade com a assinatura, ontem, no Centro Cidade do Saber, da ordem de serviço para a construção da ligação entre o Polo Industrial de Camaçari e o Porto de Aratu, reduzindo o percurso em 29 quilômetros.


A intervenção acaba com o transporte de cargas perigosas e resolve um problema antigo no trânsito da cidade, por onde passa a linha férrea. A previsão é que as obras estejam prontas em 18 meses.


Foram aprovados recursos no valor de R$ 100 milhões, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para construção dos 18,68 quilômetros do novo trecho, que garantirá mais segurança aos moradores ao reduzir o risco de acidentes com produtos químicos.


O polo é o principal gerador de carga ferroviária no estado, com 6,4 mil toneladas circulando diariamente, das quais, quatro mil são de produtos tóxicos.


A construção do anel ferroviário irá gerar cerca de dois mil novos empregos diretos e indiretos em Camaçari e nas cidades adjacentes, principalmente Simões Filho e Candeias.




Desenvolvimento – "É a recuperação de toda a malha ferroviária que tinha sido abandonada durante décadas no Brasil. A infraestrutura é fundamental para o desenvolvimento e para pacificar os núcleos urbanos. Acreditamos que a obra vai aumentar a velocidade do transporte, além de tranquilizar os moradores, já que vamos tirar o transporte de cargas pesadas e perigosas do centro de Camaçari", afirmou o governador Jaques Wagner.


Os serviços começam o mais rápido possível e irão garantir a redução do tempo de viagem, que hoje é feita em pouco mais de uma hora. As composições poderão trafegar com o dobro da velocidade atual, após a eliminação das interrupções que, numa área urbana, são constantes.


"É um passo na concretização da retomada do transporte multimodal, que é o sistema ferroviário. Retomar esses ramais é o que mais batalhamos e esperamos para definir e avançar nas estratégias de desenvolvimento da Bahia, no que se refere à questão do transporte. A obra vai resolver questões importantes em relação ao tráfego, e também reduzir o custo do transporte", explicou a secretária da Casa Civil do Governo do Estado, Eva Chiavon.


Segundo o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, a linha férrea no centro da cidade representa um perigo para a população. "As cargas que passam diariamente atrapalham o trânsito, transformando-se num gargalo no desenvolvimento urbanístico e do sistema viário."




Mais R$ 40 milhões – O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, destacou que a intervenção estima mais R$40 milhões, que englobam contrato para supervisão da obra, meio ambiente, dentre outros custos.


"A linha atual será reduzida, com uma variante de 18,68 quilômetros, permitindo que as composições ferroviárias possam trabalhar com o dobro da velocidade. O problema que afeta a segurança na via urbana estará definitivamente resolvido", declarou o ministro.





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