Alguns anos de espera para o setor produtivo baiano, a dragagem dos portos de Salvador e Aratu está concluída. Para atingir uma profundidade de 15 metros, foi necessário dragar 4 milhões de metros cúbicos do fundo da Baía de Todos os-Santos, com um investimento de R$ 100 milhões.
Com o investimento, a expectativa é que os portos passem a receber embarcações com 15 metros de calado (ponto mais baixo) e 320 metros de cumprimento.
"Essa dragagem é suficiente para que recebamos qualquer embarcação que navegue pelo hemisfério sul", garante o presidente da Companhia das Docas da Bahia (Codeba), José Muniz Rebouças. O investimento foi realizado comrecursos do Plano Nacional de Dragagem, que destinou R$ 1,5 bilhão para melhorias em 15 portos brasileiros.
O terminal de Ilhéus, que ainda opera com uma profundidade de 10 metros, deve ser dragado em 2011, de acordo com a Codeba.
A estimativa é de que o projeto, que ainda está em fase de conclusão, custe aproximadamente R$ 100 milhões.
Em Salvador e Aratu, os investimentos previstos para o próximo ano serão outros. A extensão do quebra-mar no porto da capital vai custar R$ 100 milhões. A modernização do terminal de passageiros, visando a Copa do Mundo de 2016, vai custar outros R$ 36 milhões. E em Aratu, os planos são de duplicar os dois berços que operam líquidos.
"O ambiente que está sendo preparado vai nos permitir um salto de qualidade imenso", acredita o presidente da Codeba.
Segundo Rebouças, a ampliação dos portos e os investimentos em logística irão garantir uma operação mais eficiente das estruturas.
"Fomos muito criticados por não ter uma boa via terrestre, mas este é um problema que se extingue com a Via Portuária", diz em relação à obra que vai permitir uma ligação direta da BR-324 com o Porto de Salvador.
Um dos problemas que se espera minimizar é o escoamento da produção baiana por outros estados. "Não é tão grande quanto dizem, é entre 14% e 15%", garante Rebouças A Associação de Usuários, que aponta uma evasão de 35% das cargas de contêineres garante que os números são do Ministério do Desenvolvimento, fonte oficial.
Para o diretor-executivo da Usuport, Paulo Villa, o momento é de comemorar e utilizar os recursos. "Coma obra que está praticamente concluída vai se permitir o tráfego de navios maiores em Salvador e Aratu", diz Vila.
Mas a Associação ainda aponta a necessidade de um aporte de recursos bem acima dos que vem sendo direcionados à Bahia. "Nós temos a proposta de uma agenda mínima para os próximos 6 anos em que são necessários R$ 3 bilhões para acabar com o passivo e nos preparar para o futuro", acrescenta.
Portos baianos prontos para receber grandes embarcações
16/12/2010