PIB Municipal revelou maior dinâmica dos municípios agroindustriais em 2008

20/12/2010




PRODUÇÕES AGRÍCOLAS E DA INDÚSTRIA EXTRATIVA, EM ESPECIAL DE PETRÓLEO, GÁS NATURAL, NÍQUEL, OURO E COBRE, FAZEM CRESCER OS PIBS



LUZIA LUNA



Os resultados do Produto Interno Bruto(PIB)dosmunicípiosbaianos para o ano de 2008 revelaram modificações na dinâmica estadual.



Diferentedeoutrosanosanalisados pela SEI, em que o setor de serviços era a principal motivação econômica para o desempenho municipal, face à grande representatividade dessa atividade no PIB do estado (aproximadamente 63% em 2008), nesse ano, os municípios que mais apresentaram variações nominais no valor do PIB, na comparação com 2007, foram aqueles onde prevalecia a produção agrícola e extração mineral, com Especial referência aos produtores de petróleo e gás natural, níquel, ouro e cobre.



"Os municípios que mais modificaram a sua dinâmica local, tomandocomobase a evolução do valor nominal de seus PIBs, estão fora da Região Metropolitana de Salvador, o que revela que a dinâmica municipal começa a ser modificada, possibilitando o aparecimento de novos centros econômicos, que podem potencializar a realização de novos negócios econômicos", avalia Geraldo Reis, diretor-geral da SEI. Entre esses municípios, o principal destaque, pelo segundo ano consecutivo, é o município de Cairu, passando da 203º posição, em 2006, para a 23º, em 2008, no ranking - por conta do expressivo aumento na extração de gás natural (cerca de 12%, segundo ANP).



Outros municípios commaiores variações no valor nominal foram Formosa do Rio Preto - devido às safras de soja e algodão - e Cafarnaum, com expansão nas lavouras de tomate, cebola e mamona.



Vale destacar que, Cafarnaum, América Dourada e Mulungu do Morro, localizados na Chapada Diamantina, apresentaram destaque na lavoura temporária, principalmente de tomate e cebola.



Como expemplo, podemos citar o valor da produção do to" "A dinâmica municipal começa a ser modificada, possibilitando o aparecimento de novos centros econômicos" 04 mate no município de América Dourada, que passou de R$ 2,9 milhões em 2007 para R$ 22,4 milhões em2008, comcrescimento na produção física, passando de 2.700 toneladas para mais de 14.000 toneladas. "Essa região tem oferecido incentivos às orelícolas (cultura irrigada), principalmente tomate, cebola, cenoura e beterraba, e por conta disso tem atraído produtores que estão deixando as culturas de sequeiro, que são as que dependem da chuva, a exemplo de feijão e mandioca", explica o coordenador de Contas Regionais e Finanças Públicas da SEI, João Paulo Caetano.



O município de Cafarnaum teve destaque na produção de mamona (incremento de 230% no volume da produção), cultura tradicional utilizada na produção de biodiesel. A Petrobrás implantou na região da Chapada alguns projetos de parcerias com cooperativasdeprodutores agrícolas e está custeando a cultura da mamona, incentivando assim o cultivo.



Dinâmica Entre os municípios que tiveram sua dinâmica interna atrelada à economia mineral, destaca-se Itagibá com grande produção de níquel - onde está a terceira maior mina a céu aberto do mundo. "A expansão da atividade mineralem Itagibá teve como consequência o crescimento do município vizinho, Ipiaú, que já está começando a ter sua infraestrutura urbana melhorada, comforte expansão na construção civil", acrescenta Simone Pereira, técnica da SEI.



No setor industrial, o município de Igrapiúna vemdespontando na produção de borracha, beneficiando mais de mil famílias de pequenos proprietários. Esse crescimento deriva da implantação do Projeto Ouro Verde da Bahia. Outro destaque é o município de Ibirapuã, localizado no extremo sul da Bahia, que foi beneficiado pelo programa estadual de bioenergia e vem se consolidando com asegunda usina de etanol do Polo Alcooleiro - Ibirálcool.



Já o município de Barrocas teve aumento significativo nos Serviços Industriais de Utilidade Pública, mais especificamente no consumo de energia elétrica, o que está associado à expansão da indústria extrativa mineral.


Economia baiana cresce 7,5% em 2010





PIB 2010 APRESENTA SEGUNDA MAIOR TAXA DA SÉRIE HISTÓRICA



LUZIA LUNA



A economia baiana retomou, de forma consistente, a trajetória de crescimento em 2010. Os dados divulgados pela SEI,emdezembro, referentes ao terceiro trimestre do ano, apontam expansão do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia em6,4%,emcomparação ao mesmo período do ano anterior.



Com o resultado, a estimativa da SEI é de que o PIB do Estado feche 2010 comexpansão de 7,5%, seguindo a mesma tendência de crescimento anunciada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o País.



"A taxa de 2010 será a segunda maior da série histórica do PIB baiano, perdendo apenas para a taxa alcançada em 2004. Estes dados demonstram que a economia baiana alcança um novo patamar de crescimento sustentável", sinaliza o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis.



"Essa expansãoestáassociadaa um novo contexto econômico favorável no Brasil, onde anteriormente tínhamos um PIB potencial em torno de 3,0% e, de 2010 a 2013, projetamosumPIB potencial médio de 5,0%", diz Reis.



O incremento de 7,5% na economia baiana deve resultaremum PIB nominal próximo de R$ 145 bilhões este ano. A estimativa é de que todos os setores de atividade apresentemcrescimento, coma indústria apresentando a maior taxa (9,2%), seguida da agropecuária (8,7%) e dos serviços (6,6%).



"Nos dois primeiros trimestres de 2010, as taxas de expansão do PIB foram de 9,5% e de 10,4%, respectivamente. Mesmo com a natural desaceleração no último período do ano, a estimativa de 7,5%demonstraofortedinamismo da economia do Estado este ano, com todos os setores em acentuada expansão da atividade", avalia o diretor de Indicadores e Estatísticas da SEI, Gustavo Pessoti.



Setores Até o terceiro trimestre de 2010, todos os setores de atividade no Estado tiveram desempenho positivo.



A construção civil continua a ser o principal vetor de expansão da economia, na medida em que, além de manter altas taxas de crescimento desde 2008, vem contribuindo de forma significativa para a geração de postos de trabalho.



Em relação à indústria de transformação, verifica-se uma tendência de recuperação das perdas do ano anterior, na medida em que o crescimento da produção esse ano maisdoquecompensoua retração de 2009.



Naagropecuária, a recuperação dosetor foi acompanhadaporuma safra recorde de grãos, com destaque para a soja e algodão, além do aumento na produção física da maioria dos produtos agrícolas.



Finalmente, outro destaque da economia baiana foi o setor de comércio varejista, o qual vem, há vários anos, exibindo taxas expressivasdecrescimento.



Esse segmento deverá ser um dos principais a determinar o crescimento do setor de serviços, que é o de maior peso na estrutura do PIB estadual (64,0%).


Agricultura baiana alcança safra recorde em 2010





PESQUISA DO IBGE INDICA SAFRA RECORDE EM 2010, ALAVANCADA PELA PRODUÇÃO DE SOJA E ALGODÃO



MARIA PAULA FONSECA



Os dados da agricultura da Bahia apontam para o fechamento do ano de 2010 com a produção de uma safra recorde de grãos, atingindo um total de 6,6 milhões de toneladas. O montante representa um crescimento de quase 11% em relação ao ano de 2009, quando a safra baiana foi de 5,9 milhões de toneladas.



Os números são relativos ao mês de outubro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pela Superintendência deEstudosEconômicoseSociaisda Bahia (SEI), órgão vinculado à Secretaria Estadual do Planejamento.



"A previsão que se faz da safra de grãos para esse ano é, seguramente, a maior da história da Bahia", afirma Luiz Mário Vieira, coordenador de Acompanhamento Conjuntural da SEI.



Os principais grãos produzidos na Bahia são soja, algodão, milho e feijão. Maior destaque no período, a soja terá em 2010 um desempenho28,2%superioraode 2009, com uma produção de 3,11 milhões de toneladas.



Houve incremento também em relaçãoà safra de2008,em13,2%, considerada recorde na época com 2,75 milhões de toneladas. Alguns dos fatores que explicam esses resultados são o aumento da área plantada e da área colhida, cada uma com variação de 6,9%, e o crescimento da produtividade ou rendimento médio por hectare de 19,9%.



Para o algodão, a previsão é de crescimento de 8,6%, enquanto o feijão terá desempenho mais modesto, variando positivamente em 3% com produção de 352 mil toneladas.



No caso do algodão, mesmo coma redução das áreas plantadas e colhidas em relação a 2009, cerca de 7% para cada caso, uma maior produtividade por hectare, de 16,7%, foi decisiva para o produto obter estimativa positiva em 2010.



Entre os principais grãos, apenas o milho apresentou estimativa inferior à alcançada no ano passado, caindo 5%. A previsão de produção para 2010 do milho é de 2,05 milhões de toneladas contra 2,1 milhões de 2009. Mesmo assim, esse resultado é superior ao de 2008, quando foi de 1,88 milhão de toneladas.



De acordo com o coordenador de Acompanhamento Conjuntural daSEI, aquedade5%prevista para a safra de milho acontecerá em razão da escassez de chuvas duranteoperíododesafra.



Jáofeijão, que na primeira safra apresentou um resultado negativo da ordem de 13%,tambémpor causa da falta de chuvas, se recuperou na segunda safra e por isso teve em sua estimativa um crescimento de 3% em relação à safra anterior.



Outros produtos importantes pesquisados pela LSPA também obtiveram estimativas positivas para 2010 na comparação com o ano passado. A cana-de-açúcar tem previsão de crescimento de 20,6%, seguida da mandioca, com 11%, do café, incremento de 9,9%, e o cacau, com 3,6% . "Para 2011, dois fatores garantirão uma boa safra: a alta nos preços dos grãos - em razão dos baixos estoques e a crescente demanda internacional - e a perspectiva de clima favorável, principalmente na região oeste do Estado da Bahia", * A agricultura familiar na Bahia representa 15% do total da agricultura familiar brasileira com os seus mais de 665 mil estabelecimentos rurais explica Luiz Mário Vieira.



Para o Brasil, segundo análise do IBGE, tendo por base o LSPA do mês de outubro, a décima estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, indica uma produção da ordem de 148,8 milhões de toneladas, superior em 11% à obtida em 2009 (134,0 milhões de toneladas) e 1,9% superior à safra recorde de 2008 (146 milhões de toneladas).



A área a ser colhida em 2010, de 46,6 milhões de hectares, apresenta decréscimo de 1,4%, frente à área colhidaem2009. As três principais culturas, que somadas representam 91,1% da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, o arroz, o milho e a soja, respondem por 83,5% da área plantada. "No que se refere à produção, o milho e a soja apresentaram, nessa ordem, crescimento de 8,5% e 20,3%, enquanto que o arroz decréscimo de 10,2%", assinala Carla do Nascimento, da Coordenação de Conjuntura da SEI.



Agricultura familiar A cada ano, a agricultura familiar vemampliando a sua importância na Bahia. Segundo a Coordenação de Acompanhamento Conjuntural da SEI, políticas públicas como o Pronaf (ProgramaNacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), Garantia Safra, Crédito Fundiário e Mais Alimentos têm assegurado melhoria de renda dos agricultores familiares com inclusão produtiva. A agricultura familiar na Bahia representa 15% do total da agricultura familiar brasileira comos seus mais de 665 mil estabelecimentos rurais, o que coloca o estado como a unidade da federação de maior representação da agricultura familiar no país. "A Bahia tem um grande potencial para capitanear uma produção de alimentos de base agroecológica, ofertando segurança alimentar, recuperação e conservação ambiental, além de garantia de emprego no campo", detalha Luiz Mário Vieira.



O último levantamento do Censo Agropecuário 2006 apresentou estatísticas que revelaram a importância da agricultura familiar na Bahia. No caso da mandioca, por exemplo, 91,4% do Valor Bruto da Produção (VBP) são gerados por esse segmento social de agricultores.



Com o feijão esse percentual do VBP é de 84,5%, 46% para o milho e 27,6% do café, comrepercussões positivas na economia dos municípios e regiões baianas.


Exportações atingem U$S 8,1 bilhões até novembro





APÓS A CRISE, O COMÉRCIO EXTERIOR BAIANO PASSA POR UMA FASE BEM MAIS PROMISSORA EM 2010, COM SALDO POSITIVO DE US$ 2 BILHÕES



MARIA PAULA FONSECA



Após atravessar um período complicado, com a crise financeira interferindo diretamente nas exportações, o comércio exterior baiano passa por uma fase bem mais promissora em 2010. De acordo com avaliação da SEI, de janeiro a novembro de 2010, as exportações daBahia somaramU$S8,1 bilhões, um crescimento de 27,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No ano, a expectativa da SEI é de que as exportações baianas igualem o recorde histórico de 2008, quando alcançaramUS$ 8,7 bilhões.



Tambémdejaneiroanovembro, as importações ficaramemUS$ 6,1 bilhões, com incremento superior ao das exportações, de 44%. Esses dados resultaram em um saldo comercial do Estado de US$ 2 bilhões, mesmo assim 6,4% inferior a igual período de 2009. "A recuperação das exportações em 2010 se deve ao surpreendente aumentonademandaenospreços das commodities, especialmente do petróleo, químicos e celulose, além da retomada vigorosa do crescimento nos mercados emergentes, principalmente na América Latina e China", explica o coordenador de Comércio Exterior da SEI, Arthur Souza Cruz.



No caso das importações, até o final do ano, o crescimento deve ser acima das exportações, algo em torno de 44% de variação em relação a 2009, totalizando US$ 6,6 bilhões, puxadas pelo crescimento da economia e pelo câmbio favorável. "Importa-se mais porque o Estado está inserido em um modelo que combina elevação de renda das famílias e moeda valorizada, com forte elevação da atividade econômica", detalha Cruz. A Bahia deve contribuir com US$ 2,1 bilhões de superávit para a balança comercial brasileira em 2010.



Segundo o presidente da Comissão de Comércio Exterior da Associação Comercial da Bahia, Wilson Andrade, a situação do estado, no que diz respeito ao crescimento mais acelerado das importações em relação às exportações, é mais confortável do que a do Brasil. Para Andrade, a valorização do real, a alta taxa de juros brasileira e a carga tributária vêm prejudicando as exportações de produtos manufaturados e afetando diretamente a indústria. "A indústria brasileira que, com seus produtos, já respondeu por 60% do total exportado pelo País, esse ano deve fechar comcerca de 36%.



Como a política cambial flutuante não será alterada, é importante que o governo federal atue da mesma maneira que fez durante a crise, desonerando ou reduzindo impostos para os setores mais afetados da indústria, baixando os juros e aumentando o crédito para fazer a economia girar. De outro modo, fica difícil competir comoutros países, comoa China", detalha Andrade.



O mesmo pensamento tem o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Reinaldo Sampaio. "Podemos afirmar que a manutenção do atual processo de apreciação cambial deverá prejudicar a competitividade do setor produtivo nacional, seja no mercado externo, seja no mercado interno. Com a demanda interna aquecida e o câmbio baixo, a tendência é a de que a taxa de expansão das importações seja superior ao ritmo de crescimento das exportações", explica.



Setores Alguns setores se destacaram ao longo dos 11 primeiros meses do ano nas exportações baianas.Ode químicos e petroquímicos liderou as vendas, com US$ 1,62 bilhão (35% de crescimento), seguido de perto pelo setor de papel e celulose, com US$ 1,53 bilhão (32,1%). Em termos de variação positiva, o destaque ficou por conta de petróleo e derivados, com 79% e vendas de US$ 1,21 bilhão, resultado obtido graças à recuperaçãodos preços e aoaumento dos embarques. As vendas para aAmérica Latina cresceram 36,6% no ano. Para o Mercosul, o aumento chegou a 52%. Houve recuperação das vendas para os EUA, que retomaram a liderança das exportações do Estado comcrescimento de 45%. O mercado líder no ano passado, a China, teveaumento de 11% este ano, perdendo a liderança, em função da queda dos preços da soja no mercado internacional e na redução das vendas de cobre e celulose.



As importações em 2010 foram lideradas pelos bens intermediários, comUS$ 2,53 bilhões do total até outubro (crescimento de 43,3% e participação de 41,5%). O setor de combustíveis registra o maior aumento do ano, com 54,5%, com quase um quarto do total importado pela Bahia em 2010. O aumento do preço do petróleo no mercado internacional contribui de forma decisiva para esse resultado. As compras externas da Bahia são feitas junto a diversos países.AChina, por exemplo, é o maior fornecedor de equipamentos eletrônicos para o polo de informática, enquanto os EUA tiveram crescimento, no período, de 40%, comgrande variedade de produtos como trigo, fertilizantes, óleo diesel e químicos. A Argélia está entre os cinco maiores fornecedores do Estado por conta das compras de petróleo e a Argentina se destaca nas vendas de insumos químicos, trigo e nafta.



Perspectivas De acordo com o coordenador de Comércio Exterior da SEI, Arthur Souza Cruz, as exportações devem continuar contribuindo de maneira decisiva para o atual momento decrescimentodaseconomiasbrasileiraebaiana." Asperspectivassó devem se alterar se houver um recuo muito forte no crescimento da economia mundial, principalmente nas duas locomotivas internacionais: EUA e China", assinala.



Reinaldo Sampaio, vice-presidente da FIEB, acredita que para 2011 "a expectativa é a de que, a despeito da atual tendência de apreciação do real, as exportações baianas serão beneficiadas pela alta de preços das commodities e por uma eventual recuperação do comércio mundial", afirma.


As novas vertentes do desenvolvimento da Bahia





A Bahia tem batido recordes históricos na geração de empregos e sua economia vem crescendo firme.



Porém, desde os anos 70, quando foi implantado o Polo Petroquímico, o Estado não se envolveuemnenhum grande projeto que promovesse um novo ciclo de desenvolvimento comtransformações estruturais. A exceção foi a vinda da Ford, porém com efeitos econômicos mais modestos.



Nosso cenário poderia ser ainda melhor hoje se houvesse na Bahia uma cultura de elaboração de projetos.



Hoje, concorrência entre estados e regiões por novos investimentos acontecem muito mais no campo da competitividade, haja vista a impossibilidade de atração de investidores exclusivamente por meio de isenções tributárias - o que caracteriza a guerra fiscal, onde o único beneficiado é a iniciativa privada.



Já faz muito tempo que carecemos de um sistema intermodal capaz de escoar nossa produção agrícola e mineral commenor custo e maior eficiencia. Foi necessária muita determinação da atual equipe para superar esta situação.



Estamos retomando o planejamento estratégico de longo prazo com o Plano de Desenvolvimento Bahia 2023, que vai apresentar a estratégia do governo da Bahia para promover as transformações econômicas, sociais e territoriais no Estado nos próximos 13 anos.



Entre os diversos projetos estruturantes e de longa maturação previstos, destaco o Complexo Multimodal Porto Sul, cujo investimento apenas em infraestrutura logística deve superar os R$ 8 bilhões.



Este Complexo envolve a construção de um porto offshore, composto por terminais de exportaçãodeminérios e grãos,umpolo industrial e de serviços nas imediações da BR-101, uma Zona de Processamento de Exportações (ZPE), um aeroporto internacional eumimportante ponto de entrega de gás natural do Gasoduto SudesteNordeste (Gasene). Além disso, o Complexo vai determinar uma completa requalificação da malha rodoviária existente, começando pela duplicação da rodovia queliga Ilhéus a Itabuna. Terá também uma conexão com a Ferrovia da Integração Oeste Leste (Fiol), que fará a ligação do Litoral Sul da Bahia até o Cerrado Brasileiro, em Figueirópolis (TO).



Parceria Esse projeto ambicioso já começa a sair do papel. Em parceria como governo federal, a Fiol, após 50 anos idealizada pelo engenheiro baiano Vasco Neto, saiu da gaveta para as mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há duas semanas, o presidente assinou a ordem de serviço dos quatro primeiros lotes da Fiol. A proposta do governo do Estado é que o Complexo Multimodal Porto Sul promova a desconcentração econômicaeespacialdoEstadodaBahia, permitindo uma ampla integração entre as cadeias produtivas do interior e o comércio internacional, bem como, com a região do Brasil Central, a qual tem apresentado um forte dinamismo econômico nas ultimas décadas e tem um enorme potencial de crescimento futuro. Com isso, a desconcentração seria um embrião para a criação de uma nova região metropolitana, no sul do Estado.



Outros projetos estruturantes para favorecer o escoamento da produção agrícola e mineral estão em curso. A hidrovia do São Francisco é um deles, mas carece de investimentos para operar em escala comercial.Umaarticulaçãodo governo do Estado junto à União garantiu que fosse incluído no PAC 2 as obras de recuperação da hidrovia, que sai de Pirapora (MG) e segue até Juazeiro, perfazendo o total de 1.371 km, com prioridade para o trecho entre Ibotirama e Juazeiro, o único que ainda opera com comboios fluviais, correspondendo a 610 km. Até 2014, são previstos investimentos de R$ 400 milhõesparaaimplantaçãodetrês terminais de carga, dragagem, derrocamento e sinalização.



Esta alternativa logística possibilita, por exemplo, reduzir o valor do frete, já que um único comboio hidroviário substitui 75 carretas de 40 toneladas. Neste contexto, a Fiol também tem papel estratégico, pois o custo médio no transporte de mercadorias é 30% menordoqueotransporte rodoviário, com a vantagem de ser mais regular, seguro e eficiente. A produção mineral e de grãos temcrescido muito nos últimos anos e a necessidade de escoamento vem aumentando. Nos últimos quatro anos, a produção de grãos no Estado registrou crescimento de 51,4%, atingindo a marca de 23,5 milhões de toneladas, principalmente de soja e milho. Apenas neste ano a Bahia alcançou recorde histórico de produção com 6,73 milhões de toneladas.



Dotada de solos e condições climáticas excepcionais,aBahia também é uma potência na produção de frutas. É o 2º maior produtor nacional e 2º exportador de frutas frescas. No ano passado, a produção apenas de uva e manga no Vale do São Francisco alcançou a marca de 843 mil toneladas. Ocupamos também o 1° lugar na produção e área no ranking nacional de banana,mamão, manga, coco-da-bahia e maracujá, além do 2º lugar em laranja e melancia.



Já está em operação de extração a maior mina de níquel descoberta nos últimos dez anos na América Latina, que deverá alcançar a produção de 207 mil toneladas em 2012, além uma grande variedade de minerais, a exemplo da bauxita, urânio e minério de ferro. O Estado é atualmente o 5º maior produtor mineral do Brasil, devendo, em curto prazo, alcançar a quarta posição com a entrada dos novos empreendimentos. É o maior produtor de urânio, cromo, barita, magnesita, talco e salgema; o segundo em produção de cobre, bentonita e níquel e o terceiro em ouro, além de diversos outros bens minerais produzidos por mais de 350 empresas.



Estado está sendo pensado para 2023





PROJETO PENSAR A BAHIA DESENVOLVE ESTRATÉGIAS PARA O CRESCIMENTO DESCENTRALIZADO



CHICO ARAÚJO



O ano de 2023 pode parecer distante, mas já está sendo pensado e planejado. A ideia é criar estratégias de longo prazo que permitam a Bahia ser um Estado com desenvolvimento mais equilibrado entre as regiões e commenos desníveis sociais e econômicos.



Justamente nesse ano, também será comemorado o bicentenário da Independência baiana, consolidando a independência brasileira.



Por esse motivo, o projeto Pensar a Bahia, organizado pela Secretaria de Planejamento, ganha uma motivação a mais.



O plano Bahia 2023 e o ciclo de debates Pensar a Bahia andam juntos. O segundo já está em sua 9ª edição, tendo discutido educação pública, ensino superior, saúde, infraestrutura, turismo, dentre outros temas. Sua última edição foi realizada no início de dezembro e discutiu as mudanças em curso nos paradigmas da educação superior. Os resultados dos debates estão subsidiando as estratégias de planejamento para 2023.



Segundo o secretário de Planejamento, Antônio Alberto Valença, oobjetivoéresgatar os projetos delongo prazo, principalmenteem se tratando de perspectivas de governo.



"Nós propomos um questionamento: Qual a Bahia que vocês queremem2023? As respostas vão servir de subsídios para pensar o futuro do Estado".



Representantes Valença informa que as edições do Pensar a Bahia têm a participação de representantes das universidades, movimentos sociais, estudantes e formadores de opinião. O Bahia 2023 vai ser implantado aos poucos, acompanhando os Planos Plurianuais (PPA's), adotados a cada quatro anos. Os PPA's passam de um governo para outro, sendo que o próximo será iniciado em 2012 e vigorará até o mandato do sucessor do governador Jaques Wagner, em 2015.



"Estamos praticando o que determina a Constituição Brasileira para a União, Estados e Municípios, que inclui ainda a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual".



O objetivo de trabalhar com os PPA's, de acordo com Valença, é ajustar o escopo do Bahia 2023, que é de longo prazo, para ações de médio prazo. "Nosso objetivo é descentralizar o desenvolvimento e reduzir as diferenças, com a inclusão de regiões que ainda carecem de maior assistência", declarou. O secretário explica que projetos como o Porto Sul e a Ferrovia Oeste Leste estão inseridos nesse planejamento, pois levarão incremento para diversas cidades.


Sistema Azimute é case internacional





GESTORES PÚBLICOS E SOCIEDADE GANHAM A POSSIBILIDADE DE ACESSAR AS INFORMAÇÕES DOS ESTABELECIMENTOS DE EDUCAÇÃO E SAÚDE GEOCODIFICADAS



MARIANA GUSMÃO



A partir de janeiro de 2011, uma grande quantidade de informações sobre saúde e educação da Bahia estará disponível por meio do Sistema de Informações Georreferenciadas de Oferta de Educação e Saúde, batizado de Sistema Azimute. Não muito comum, a palavra "Azimute" é de origem árabe as-sumut, que significa caminho ou direção, o que indica o objetivodoSistemadeser utilizado como referência na análise da demanda e oferta de Educação e Saúde no Estado da Bahia, facilitando a elaboração de políticas de melhoria desses serviços.Oprojeto foi desenvolvido pela SEI em parceria comas secretarias de Educação e de Saúde do Estado.



Quem antes precisasse de informações sobre a oferta e a demanda de Educação e Saúde na Bahia tinha que consultar os bancos de dados do Censo do IBGE, do Censo Escolar e do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES). Com o Azimute, gestores públicos e toda a sociedade ganhama possibilidade de acessar as informações dos estabelecimentos de educação e saúde geocodificadas sobre uma base georreferenciada para todo território baiano. Comesse recurso, os usuários podem consultar e cruzar as informações correspondentes aos estabelecimentos com os dados demográficos e socioeconômicos dos municípios, que dão a dimensão da demanda.



"O planejamento de políticas territoriaisimpõeanecessidadede espacializar as informações. Através da visualização espacial é possível compreender melhor as relações entre oferta e demanda a fimdecorrigir disfunções, trazendo mais eficácia ao planejamento público", explica a coordenadora de Estudos Socioeconômicos da SEI Eva Borges.



Demandas O Azimute vai permitir visualizar, por exemplo, as áreas onde a demanda da população por educação é superior à oferta de vagas existentes; áreas com estudantes comdeficiência física que não oferecem equipamentos adaptados; locais com grande percentual de pessoas analfabetas ou com menosde4anosdeestudo; áreascom baixo desempenho noENEMou na Prova Brasil. Na área de saúde, será possível observar, por exemplo, áreas coma predominância de idosos pobres, com o objetivo de escolher a alocação de unidade de atendimento geriátrico; localizar os equipamentos especializados, que devem ter uma boa distribuição no espaço; e localizar áreas populosas desatendidas por prontos socorros.



Devido àgamade respostas que este sistema poderá oferecer, em interface de fácil manuseio, a ERDAS, empresa norte-americana que criou o software empregado para o desenvolvimento do Azimute, está utilizando-o como case internacional do software. "Este sistema é um avanço para o planejamento escolar e de saúde dos municípios, bem como para a iniciativa privada. Este recurso vai oferecer respostas rápidas e precisas, por meio de um aplicativo eletrônico para ser utilizado via web, em ambiente amigável", resume Edgard Porto, diretor de Estudos da SEI.


Bahia: quarto Estado mais populoso do País





LÍLIAN CARAMEL



Os resultados preliminares do Censo 2010, divulgados pelo IBGE no mês passado, indicaram que a população da Bahia cresceuemumritmomaisfraco que a população do País. No total, 147 municípios sofreram queda populacional. Mesmo com a perda, o Estado permaneceu em 4º lugar entre os mais populosos do País, com14 milhões de pessoas, e taxa de crescimento de 7.28% entre 2000e 2010. A média nacional foi de 12.33%.



Para a unidade do IBGE na Bahia, essa desaceleração está vinculada à crescente redução na taxa de fecundidade, uma tendência verificada em todo o País nos últimos 40 anos. No Nordeste, a Bahia, comtaxa de 1.8, lidera o índice e foi o Estado que apresentou o menor número de moradores por domicílio.



"Mesmo na Região Norte, onde se nota uma cultura reprodutiva acentuada, também existe essa tendência. As famílias estão ficando menores.



Nossa expectativa é que a população continue reduzindo gradativamente e, em 2040, devemos ter perda populacional", prevê Joilson Rodrigues, coordenador de Informações do IBGE-Bahia. Ele informa que o Estado tende a liderar o processo de envelhecimento no Nordeste. O Censo apurou que a Bahia possui o maior número de centenários (3.525) do Brasil, seguida por São Paulo (3.146).



Apesar dos dados oficiais mostrarem continuidade no processo de urbanização, com aumento da população nas cidades em 5%, a Bahia ainda detém o posto de Estado com o maior contingente populacional rural-3.9milhões de pessoasou 28% da sua população vivem nessas zonas. A força agrícola baiana é comprovada por outro número de impacto: Luís Eduardo Magalhães, no oeste, foi o município que mais cresceu nos últimos dez anos. Sua população passou de 18 mil para 60 mil pessoas entre os Censos 2000 e 2010,umaumentode220%.Sua região responde por60%da produção de grãos no Estado.



Noranking dosdez municípios que mais cresceram figuram quatro situados na RMS: Camaçari, DiasD´Avila,MadredeDeus e Lauro de Freitas. Conforme a pesquisa, a RMS cresceu mais que Salvador. A capital, por sua vez, se manteve como a terceira maior cidade brasileira, com 2.6 milhões de habitantes; teve crescimento de 9.5% na década e apresentou a menor razão de sexo da Bahia (87 homens para 100 mulheres). "Nos anos 2000, as mulheres já representavam a maioria da população do Estado (50,5%). Em 2010, passaram a constituir cerca de 51%. Em númerosabsolutos, nacapital,houve um aumento da população feminina em 134.450, entre 2000 e 2010. Já os homens, cresceram numa proporção menor -99.049", diz o coordenador dePesquisasSociopopulacionais da SEI, Isaac Lou.



Lauro de Freitas, com 163 mil habitantes, estreou no rol dos municípios que mais cresceram.



Itacaré e Porto Seguro também registraram altos índices de crescimento demográfico. Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Camaçari, Itabuna e Juazeiro consagraram-se, respectivamente, como os cinco maiores centros urbanos do Estado


Ascensão da Classe C beneficia o comércio





AS MAIORES CONTRIBUIÇÕES POSITIVAS DEVEM-SE AOS GRUPOS DE SUPERMERCADOS, HIPERMERCADOS, PRODUTOS ALIMENTÍCIOS, BEBIDAS E FUMO



CHICO ARAÚJO



A ascensão da chamada Classe C, uma população formada por mais de 90 milhões de brasileiros e que detém quase 50% da renda nacional, está fazendo a alegria do comércio na Bahia e no Brasil. Dados da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), divulgadas pela SEI, mostram que em outubro de 2010 o setor teve um crescimento 7,7% superior a igual período do ano passado. "Se a economia vai bem, o comércio segue o mesmo caminho", diz o mestreemEconomia e coordenador de Acompanhamento Conjuntural da SEI, LuizMário Vieira.




Segundo ele, o momento que o comércio vem vivendo é o reflexo de uma série de fatores como a recuperação do saláriomínimo,da crescente geração de empregos, facilidades de concessãode crédito e a política de transferência de renda do governo federal, com o Bolsa Família.



Na Bahia, não é diferente. De janeiro a outubro deste ano, a variação positiva foi de 10,1% e a perspectiva é que até o final de dezembro continue crescendo.



O maior contribuição positiva nos primeiros dez meses do ano de 2010 deve-se ao grupo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, segmento de maior peso no volume de vendas. Vale destacar os ramos de móveis e eletrodomésticos, com quase 20% de crescimento, e de equipamentos e material de escritório, com 16,3%, no ano.



Os reflexos podem ser observados no próprio crescimento do comércio, com a inauguração de novos shoppings, como o Paralela e o Salvador Norte e a ampliação do Shopping Salvador. Para 2011, está prevista ainda a inauguração do Bela Vista.



Diretora do Bahia Outlet Center, RosemmaMaluf, também diretora da Associação Comercial da Bahia, revela que a grande motivação para o aquecimento do mercado é a melhoria do poder de compra da Classe C. "É um dos nossos públicos. Trabalhamos alugando lojas e hoje estamos com todas ocupadas.



Hoje, várias empresas criam produtos voltados para essa faixa da população que tem como maior bem o próprio nome. Quer dizer, são bons pagadores e demonstram também uma grande preocupação com a qualidade de produtos e serviços".



Para Rosemma, a ascensão da classe C beneficia todo o comércio.



"Esse é um público antenado com as tendências mundiais, instruído, com acesso à internet e que está mudando o cenário do comércio brasileiro de uma forma positiva".



A executiva afirma ainda que é uma tendência dessa categoria investir no próprio lar, na família. "É um consumidor que temcomo opçãodelazeraprópria casaeinveste em eletrodomésticos, móveis. Por esse motivo, as grandes indústrias e redes comerciais criam hoje produtos específicos para esse público", acrescenta.



Luiz Mário ressalta que a estabilidade na economia brasileira resultoutambémnumaampliação dos prazos de créditos, com financiamentos mais longos, beneficiando o consumo como móveis e eletrodomésticos, que tiveram um crescimento de vendas superior a 300% nos últimos sete anos. Ele citou o exemplo dos aparelhos celulares, sendo que existemmais de 200 milhões em todo o País, número maior que a própria população.



"O crédito é fundamental para o momento que vivemos. No setor de veículos novos, por exemplo, houve um crescimento de 170%. São 5 mil novos carros por mês, no Estado", diz.



O mestre em Economia afirma que a política de transferência de renda do governo, como o Bolsa Família, apesar de parecer um valor ínfimo representa um grande peso para o setor comércio, já que coloca no mercado novos consumidores, expandindo o pequeno comércio nas cidades. "Verifica-se um forte crescimento nos supermercados e hipermercados que pode ser explicado por essa melhoria no poder de compra da população", declara.



Fusóes Em meio a essa boa maré de consumo, acontece outro fenômeno, que é o crescente número de fusões entre grandes redes de lojas e supermercados. Luiz Mário diz que uma das máximas do comércio é "centralizar para concentrar" e isso explicaria as parcerias que vêmsendoestabelecidas por redes como Ricardo Eletro e Insinuante, formando a Máquina de Vendas; Casas Bahia, Ponto Frio e Extra; Carrefour e Atacadão; Al-Mart e BomPreço e, a mais recente, Magazine Luíza e Lojas Maia, além de casos como a criação da Rede Mix de Supermercados na Bahia, que reúne diversas redes de supermercado.



O que acontece segundo o mestre em Economia, é que as empresas unem-se para ter maior poder de escala e barganha na hora das compras junto aos fornecedores.



"Isso não quer dizer que essas empresas estão formando cartéis, o que é uma boa notícia. Ao contrário, continuam concorrendo entre si, com estratégias próprias de vendas, a exemplo da Insinuante e Ricardo Eletro que continuam concorrentes diretas no mercado de móveis e eletrodomésticos. O maior beneficiado acaba sendo o próprio consumidor", admite Luiz Mário.



A tendência é que o mercado continue aquecido pelos próximos dois anos, concordam Rosemma e Luiz Mário. "Tivemos uma crise mundial em 2009, mas o Brasil não foi afetado diretamente. Ao contrário, no País, tivemosumprocesso de inclusão no consumo", afirma o coordenador da SEI.


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