NEGÓCIOS Ontem, foi lançado um documento com as estratégias do setor
JOÃO PEDRO PITOMBO
Empresários, agricultores familiares, industriais e representantes do governo do Estado se reuniram ontem em Salvador para o lançamento do documento Estratégiaspara a agropecuária baiana. O estudo define o planejamento estratégico do Estado para o setor para as próximas duas décadas e é resultado do trabalho de 21 câmaras setoriais dos principais segmentos da agropecuária baiana.
Durante o evento, também foram divulgados os avanços do setor no último ano. Além do crescimento da produção de grãos de 5,6 milhões para 7,7 milhões de toneladas, o secretário de Agricultura do Estado, Eduardo Salles, destacou projetos previstos ou em curso para desenvolver a agroindústria na Bahia.
Dentre as iniciativas recentes, foi destacado o termo de compromisso assinado pela empresa Brasfrut e pelo governo do Estado para instalar uma fábrica de beneficiamento de laranja no município de Rio Real, norte da Bahia, além da perspectiva de implantação de uma unidade de produção de suco de frutas Vale do São Francisco.
Na cadeia do milho, foram citadas as já inauguradas fábrica da Coringa e a Avícola Mauricéa, em Luís Eduardo Magalhães, além da unidade da Vitamilho, em Barreiras, cuja pedra fundamental foi lançada. Juntas, as três deverão consumir 55% do milho produzido na Bahia.
Também foram destacadas iniciativas como a implantação de uma fábrica de “salgadinhos” de banana em Wenceslau Guimarães, a construção de uma unidade de processamento de cebola no município de Sento Sé, além da primeira fábrica de pólen do Brasil, inaugurada em Canavieiras.
“A agricultura baiana pode avançar muito com a verticalização da cadeia. E poderemos crescer ainda mais com o desenvolvimento da logística de escoamento, como a Ferrovia Oeste-Leste”, destacou o empresário Wilson Andrade, secretário-executivo da câmara setorial de fibras naturais.
Diretrizes Além da agregação de valor aos produtos, entre os objetivos e diretrizes definidas pelo plano estratégico da agropecuária, estão o fortalecimento da agricultura familiar, o estímulo ao semiárido, a segurança rural, o incentivo às questões ambientais, planejamento participativo, equilíbrio socioterritorial.
Presente ao evento representando o governador Jaques Wagner, a secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, destacou o papel da tecnologia e da inovação no desenvolvimento da agropecuária na Bahia.
“É preciso ter vista longa, construindo uma cultura de longo prazo para cada um dos segmentos”, destacou a secretária da Casa Civil.
As iniciativas voltadas para o cooperativismo ou associativismo também estão no foco estratégico de 18 das 21 cadeias produtivas abrangidas pelas câmaras setoriais.
O presidente da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), Urbano Carvalho, defendeu a ampliação do apoio aos segmentos sob os quais se debruçam os agricultores familiares.
“É preciso dar visibilidade a setores importantes, como leite, carne, frutas e sisal”, ressalta.
“A agricultura baiana vai avançar com a verticalização. E vamos crescer mais com o desenvolvimento da logística de escoamento” WILSON ANDRADE, empresário