A produção da indústria baiana apresentou expansão de 9% entre janeiro e novembro de 2010 e de 10,1% nos últimos 12 meses, demonstrando dinâmica no setor.
Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan).
No período de 11 meses, o acréscimo de 9% foi influenciado por todos os oito segmentos da indústria de transformação em crescimento no período, com destaque para refino de petróleo e produção de álcool (24,2%), alimentos e bebidas (8,3%), metalurgia básica (12,2%) e minerais não-metálicos (12%).
Em novembro passado, houve recuo de 8,1% na comparação com o mês anterior, outubro. A queda registrada no penúltimo mês de 2010 pela PIM/IBGE foi consequência de parada para manutenção na principal indústria do Pólo Petroquímico de Camaçari.
Na comparação com novembro de
A redução na produção industrial, no mês de novembro, foi atribuída à queda na produção em dois importantes segmentos do estado: produtos químicos (-30,7) e refino de petróleo (-7,2). "No segmento químico, ocorreu, no período de
Manutenção – De acordo com ela, essa parada para manutenção é um procedimento de rotina, feito a cada seis anos, com o objetivo de garantir a continuidade da integridade e confiabilidade dos equipamentos, mantendo os requisitos de segurança das pessoas e do processo industrial.
"Com a paralisação, foi afetada a produção de etileno não-saturado, polietileno de alta e baixa densidade e polipropileno", detalha.
No segmento de refino de petróleo, a redução foi atribuída ao menor processamento de óleo diesel, querosene e gasolina.
Segundo dados da ANP, no mês de novembro de 2009, foram produzidos 470 mil m³ de óleo diesel na refinaria baiana, a maior produção mensal do ano, enquanto em novembro de 2010 foram produzidos 427 mil m³ (redução de 9,3%). Em
Na produção de gasolina, a queda foi de 13,2% no período, com o processamento de 170 mil m³.
Na comparação com novembro de 2009, o resultado negativo no indicador também é atribuído à redução nos dois segmentos de maior peso na estrutura industrial baiana: produtos químicos (-20,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (-6%).
Variações – Todos os demais segmentos apresentaram variações positivas neste modo de comparação. A maior contribuição positiva veio de alimentos e bebidas (10,9%), seguida por celulose, papel e produtos de papel (13,7%).