As obras de 14 parques eólicos na região de Guanambi, no sudoeste baiano, já começaram. A pedra fundamental do projeto foi lançada, no final da manhã de ontem, na BA-936, rodovia de acesso ao distrito de Morrinhos, no interior do município.
O ato contou com a presença do governador em exercício, Otto Alencar, além da secretária da Casa Civil do Governo do Estado, Eva Chiavon, do diretor da Renova Energia, Renato Amaral, e ainda parlamentares, autoridades locais e trabalhadores da obra.
A expectativa da Renova, empresa de energia vencedora do leilão, é que sejam investidos R$ 1,17 bilhão na construção dos parques eólicos que, além de Guanambi, contemplam também Caetité e Igaporã. Juntos os três municípios contabilizam o Produto Interno Bruto (PIB) aproximado de R$ 750 milhões, de acordo com o IBGE.
Maior complexo – Segundo Renato Amaral, o empreendimento será o maior complexo eólico do Brasil. "Já conhecíamos o potencial eólico da região e consideramos um dos melhores locais do mundo para esse tipo de produção energética". Ele destacou o apoio da comunidade local e, sobretudo, do governo estadual, para o projeto.
"Isso vai fortalecer a engenharia brasileira e a Bahia, reforçando nossa privilegiada posição no cenário internacional. A previsão é de que, no início de julho de 2012, já estejamos produzindo energia", disse. Segundo Amaral, a estimativa é de que na primeira fase a energia produzida seja suficiente para atender 500 mil residências, ou, aproximadamente, dois milhões de habitantes.
Projeto contempla inicialmente 500 proprietários rurais
A produção de energia eólica é considerada uma fonte limpa e inesgotável. Os contratos de compra e venda de energia foram formalizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e têm prazo de 20 anos.
Inicialmente, cerca de 500 proprietários rurais da região, que terão parte das terras arrendadas, serão contemplados com o projeto. No auge da produção energética, o número de empresários rurais poderá chegar a 1 mil.
"Vamos produzir energia que estimula o desenvolvimento da Bahia e contemplar os produtores que receberão recursos. É fundamental que esta energia seja produzida no semiárido baiano. O investimento integra a nossa política de descentralização de investimentos", observou a secretária da Casa Civil, Eva Chiavon.
A partir de junho, os equipamentos que irão compor os três complexos começam a chegar às respectivas localidades, via Porto de Ilhéus. O Instituto de Meio Ambiente (IMA) já autorizou a construção dos 14 parques eólicos, que contarão com 184 máquinas aerogeradoras (cataventos) instaladas em três complexos, nos municípios de Guanambi, Caetité e Igaporã.
As máquinas terão
Empregos – O projeto deverá gerar mil empregos diretos e outros dois mil indiretos. Desde o início de fevereiro, 100 pessoas estão trabalhando no local, entre elas, Marcos de Oliveira Silva, de Porto Seguro. "Tem sido ótimo trabalhar aqui. Meu objetivo é crescer na empresa."
Até
Chapada Diamantina – No discurso, o governador em exercício, Otto Alencar, justificou a ausência do governador Jaques Wagner e lembrou que outros empreendimentos semelhantes estão prestes a entrar em funcionamento na Bahia. "Venho aqui em nome do governador, que está em missão na Coréia do Sul, buscando mais investimentos na área de energia e estaleiro."
O governador em exercício informou que, em julho deste ano, será inaugurado o primeiro parque eólico do estado, na Chapada Diamantina, que, segundo ele, "terá capacidade para produzir 90 mega watts de energia, auxiliando no desenvolvimento de Brotas de Macaúbas e de outros municípios da região."