Mesmo com números inferiores a 2010, o estado apresentou superávit de US$ 388,6 milhões no período, resultado do desempenho das importações inferiores ao das exportações.
As exportações baianas se recuperaram em fevereiro e alcançaram US$ 681,3 milhões, superando em 29,8% o desempenho registrado em igual mês de 2010. O aumento de preços de commodities, como petróleo, celulose e cobre, foi responsável pelo crescimento.
As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan).
"A escalada dos preços do petróleo, por exemplo, em consequência da crise política nos países do Oriente Médio e no norte da África, acabou se tornando benéfica às exportações do estado", explica o coordenador de Comércio Exterior da SEI, Arthur Souza Cruz.
Incremento – Ele lembra que o óleo combustível vendido pela Bahia, principal produto de exportação em fevereiro, ficou, em média, 14,5% mais caro. "Com isso, a Petrobras vendeu volume 77% maior do produto, incrementando as exportações", disse.
O mesmo aconteceu com a celulose – em média, 7% mais valorizada este ano e principal segmento de exportação no mês passad – e em relação ao cobre, que registrou preços médios 43% acima do apresentado em fevereiro de 2010.
Importações – Já as importações tiveram queda em fevereiro, totalizando US$ 364,8 milhões, número 25,5% inferior ao registrado em igual mês do ano passado. Desembarques menores de trigo, cacau e veículos foram os principais responsáveis pela redução das compras externas.
Os problemas na produção do Polo Petroquímico – decorrentes do apagão no início de fevereir – também tiveram reflexo nas importações de nafta.
Bimestre – No bimestre, as exportações baianas estão 3,8% inferiores a igual período do ano anterior, alcançando US$ 1,3 bilhão. Já as importações acumulam, no período, US$ 893,8 milhões, 8,1% menores.