Positivo Além de geograficamente bem localizado, LEM tem grande capacidade de produção de grãos
Atrair indústrias não é tarefa fácil. Porém, Luís Eduardo Magalhães quebra mais um paradigma e, a cada dia, se instalam no município novas indústrias, muitas delas multinacionais.
Geograficamente bem localizado, no entroncamento das BRs 020 e 240, no oeste da Bahia, LEM ainda faz divisa com os estados de Goiás e Tocantins. Outro ponto positivo é a capacidade de produção de grãos em grande escala, determinante para a instalação de empresas da indústria, comércio e serviços.
O Centro Industrial do Cerrado possui uma área total de 3.120.000 m². Ao todo são 68 empresas, entre instaladas e em fase de instalação, sendo que a previsão de empregos a serem gerados quando estiver 100% ocupada, ficará em torno de 5.000 empregos diretos, dando sustentabilidade para cerca de 15.000 pessoas.
Em 17 de setembro de 2010, o Grupo Coringa inaugurou uma unidade em LEM, ofertando 200 empregos diretos, com quase 100% da mão-de-obra local. Durante a solenidade de inauguração, o presidente do Grupo Coringa, José Alexandre Santos, ressaltou que o investimento deve apresentar excelentes resultados, uma vez que o município se destaca na produção de grãos.
"Receberemos e processaremos boa parte da produção do oeste baiano e teremos produto de excelente qualidade", declarou. A unidade tem capacidade para processar cerca de 200 toneladas de milho por dia e está instalada numa área total superior a 100 mil metros quadrados.
"Isso mostra como a nossa organização e persistência tem apresentado bons resultados e os reflexos podem ser percebidos em todo o país", segundo o secretário de agricultura, Jaime Cappellesso.
Quem também se instalou em LEM foi a Mauricéa Alimentos. Na primeira etapa de funcionamento 470 empregos diretos e outros 750 nos meses seguintes. O complexo é formado por plantas integradas para a produção de carne de frango.
De acordo com o sócio-diretor da empresa, Marcondes Filho, alguns fatores básicos definiram a instalação da indústria em LEM. Entre eles, a consolidada produção de grãos, o que favorece o desenvolvimento da atividade, o clima favorável, a água de boa qualidade e em grande quantidade e a oferta crescente de energia elétrica.
Na avaliação do secretário estadual de Agricultura, Eduardo Salles, essa foi uma grande conquista para o desenvolvimento do oeste do estado. Sales destacou que esse novo empreendimento está voltado para o mercado interno sem esquecer-se da possibilidade de exportação.
"Hoje a Bahia importa de outros estados a maior parte do frango e dos ovos que consome, e isso temos que mudar", exclamou.
Dando continuidade ao trabalho de expansão do Centro Industrial do Cerrado foi assinado, no último dia 16 de fevereiro, um protocolo de intenções entre a Prefeitura Municipal de LEM e a empresa portuguesa Têxtil Fremou para a instalação de um centro logístico da empresa no município. Com o protocolo, serão investidos inicialmente R$ 16 milhões na implantação de um armazém da indústria.
Expansão De acordo com o secretário da Indústria e Comércio da cidade, Rodrigo Ferreira, as portas do município estão abertas para a chegada de novos investidores, principalmente para aqueles que focam um desenvolvimento sustentável.
Rodrigo destaca ainda que um dos grandes trunfos de LEM é a diversificação de sua economia, estando voltada não apenas para o agronegócio, mas sim para a agroindústria, diluindo a circulação de emprego e renda pelos diversos setores da economia. "O Centro Industrial é de fundamental importância neste cenário de desenvolvimento, de captação para novos investimentos, haja vista que a área destinada já tem a presunção de implantação de parques industriais, o que dá maior celeridade no processo para a obtenção das necessárias licenças junto ao Governo do Estado", explica.
AGRICULTURA EMPRESARIAL NO CERRADO DE OURO
O agronegócio baiano é comandado pela região oeste, responsável por 80% da produção de grãos do estado.
Cerca de 4,5% de toda a soja produzida no País brota do Cerrado fértil, especialmente por contar com uma agricultura empresarial, amparada na tecnologia e profissionalismo dos produtores - gerando riquezas e fortalecendo a economia regional.
Conhecido no cenário nacional pelo seu potencial agrícola, o município responde por 60% da produção de grãos do estado, com uma renda per capita significativa, uma das maiores do Brasil. Para tanto, são aproximadamente 1.800.166 hectares de terra a ser cultivada na Safra 2010/2011, em todo o oeste, com espaço para as culturas do algodão, sorgo, milho, feijão, café e soja.
Na safra 2009/2010, por exemplo, os produtores da região produziram 5.788.193 toneladas de grãos, com destaque para a cultura da Soja: 3.213.000 toneladas, segundo o primeiro Levantamento de Intenção de Plantio do Oeste da Bahia - Safra 2010/2011. Para a Safra 2010/2011 a estimativa da produção é de 5.851.002 toneladas de grãos.
A Bahia Farm Show é uma feira de tecnologia agrícola e negócios, com demonstrações de campo de máquinas e equipamentos agrícolas, plots agrícolas experimentais, leilões de animais, palestras, seminários, porém não se restringe só a isso. Também há exposição de cercas, arames, rações, poços artesianos, sacaria e tudo que há em uma propriedade rural, seja ela empresarial ou familiar, além de outros eventos paralelos.
Vitrine Na edição 2010, realizada entre os dias 1º e 5 de junho, foi assinado Termo de Cooperação entre o Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária; Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração, AIBA, Fundação BA, Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) e o Fundo para Desenvolvimento do Agronegócio (Fundeagro), com objetivo de realizar entre os dias 31 de maio e 4 de junho de 2011, em Luís Eduardo Magalhães, a Bahia Farm Show já comercializou o equivalente a 75% dos espaços ocupados por estandes na edição 2010, segundo o diretor executivo da Aiba, Alex Rasia. A área destinada aos estandes foi aumentada em 16%, para a sétima edição da feira, que, no ano passado, movimentou R$ 316 milhões em negócios.
Qualificação O Centro de Treinamento Regional do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães oferecerá mais de 60 modalidades de cursos para trabalhadores e produtores da região. De acordo com o presidente Vanir Antonio Kolln, serão desenvolvidas práticas para os mais diversos segmentos da agricultura e da pecuária, da produção de mel até o tratamento com venenos
Ferrovia Logística para escoar a produção de forma eficaz e a baixo custo
A classe produtora considera a dificuldade de escoar sua safra o maior desafio a ser vencido. Jaime Cappellesso, secretário de agricultura, acrescenta que é um gigante gargalo. "Hoje em dia, tudo o que você for produzir tem que pensar primeiro na logística para a produção propriamente dita e em seguida sua logística para a devida distribuição. Neste ponto estão sendo desenvolvidos projetos para se asfaltar mais de 500 quilômetros de estradas em torno de LEM, assim você pode ter uma noção melhor de sua dimensão e fundamental importância, onde esta sendo discutida com diversos setores".
Para o secretário da Indústria e Comércio da cidade, Ferreira Ferreira, existem ações em volta de LEM que são de fundamental importância para a continuidade do seu acelerado crescimento e que mostram que o município continuará crescendo. "Além da nossa localização dentro do polo de produção agrícola e da nossa estrutura física para continuar neste contexto de crescimento, temos a nosso favor essas duas grandes obras-ações, quais sejam a implantação de um aeroporto do porte que esta sendo construído e a vinda da ferrovia Oeste-Leste.
Quanto ao comércio da cidade, Ferreira o define como forte e exemplar, com projeções positivas. Ele explica que o município tem um cronograma de novos investimentos e criação de novos empregos. "Outro ponto a ser destacado é a nossa constante busca por novos investidores para que nossa cidade seja cada vez mais referência de desenvolvimento socioeconômico", finaliza.
Prova disso é que o número de empresas no município seja macro, micro ou pequena, praticamente dobrou. De modo que LEM foi o primeiro município do oeste baiano a criar lei específica para as microempresas.
Linha férrea De acordo com o secretário, diversos setores da economia do estado serão beneficiados com essa nova linha férrea.
"O trem vai com a produção do oeste da Bahia e pode voltar com adubo e minérios, por exemplo. Isso é fantástico e certamente vai refletir positivamente na mesa do consumidor final", explica.
A primeira etapa da ferrovia será construída no trecho de 537 quilômetros entre as cidades de Caetité e Ilhéus, contemplando o transporte de minério de ferro que será explorado na região sudoeste da Bahia.
Ao todo, a ferrovia terá 1.490 quilômetros de extensão, num traçado que vai cruzar 32 municípios baianos. O investimento total previsto é de R$ 6 bilhões, de acordo com o projeto de responsabilidade da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, vinculada ao Ministério dos Transportes.
"A logística e o transporte daqui de LEM até o Porto de Santos (SP) ficam distantes 1.600 KM de Ilhéus 1.200 KM e de Salvador 1.000 KM. Essa é nossa realidade. Contudo, estamos esperançosos em relação à construção da ferrovia - pois daremos um salto fantástico", declara o secretário.
Atualmente, o escoamento da produção agrícola regional é feito por carretas, aumentando os custos, por meio das BRs 020, 135 e 242.
Por outro lado, a comunidade defende a duplicação da BR 020, que corta a cidade. "O fluxo de carros pesados é muito grande. Dessa forma ficará melhor para os condutores e pedestres", explica Guilherme de Souza, de 28 anos.
Aeroporto Com 3.050 metros de extensão, a pista do Aeroporto de LEM será a maior da Bahia. A primeira etapa da pista, já asfaltada, tem 2.000 metros e 30 metros de largura. Será um aeroporto de cargas e linhas comerciais, com capacidade de suportar aeronaves com até 160 toneladas.
O prédio de embarque de passageiros terá dois pavimentos. Em setembro a Prefeitura realizará uma grande feira de aviação no novo aeroporto. A obra é uma parceria entre 15 empresários locais, interessados na exportação de frutas, a Prefeitura e o Governo do Estado, que aportou recursos da ordem de R$ 10 milhões