Bahia criou 139,6 mil vagas com carteira assinada em 2010

12/05/2011


TRABALHO Dados da Relaçao Anual de Intormaçoes Sociais mostram ainda uma pequena alta na renda dos baianos




DA REDAÇÃO E AGÊNCIAS


A Bahia gerou em 2010 saldo recorde de 139,6 mil empregos com carteira assinada, segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que faz o mais completo raio-x do mercado formal de trabalho. O desempenho baiano foi o melhor do Nordeste e o sexto do País. São Paulo aparece em destaque na geração de vagas no ano passado, com 794 mil novos empregos, seguido por Minas Gerais (228 mil), Rio (228 mil). Rio Grande do Sul (201 mil), Paraná (145 mil) e Bahia.


De acordo com os dados da Rais, divulgados ontem, em Brasília, na Bahia, os setores com melhor desempenho na geração de empregos, em termos absolutos, foram os serviços, que criou mais 52,3 mil postos de trabalho, Administração Pública (31,8 mil), Comércio (31 mil vagas, Construção Civil, (28,7 mil) e a Indústria de Transformação (19,5 mil). O único balanço negativo ocorreu no setor da Extrativa Mineral, que perdeu 3,1 mil postos de trabalho em 2010.


Já a remuneração média do trabalhador baiano registrou um pequeno avanço no ano passado. O trabalhador do sexo masculino recebeu, em média, R$ 1.485,16 contra R$ 1.450,08 de 2009. Já o rendimento médio das mulheres saltou de R$ 1.301,12 para R$ 1.343,44


País


Em todo o Pais foram gerados em 2010 2,860 milhões de empregos formais. Do total, 2,590 milhões foram trabalhadores com carteira assinada contratados pelas empresas e mais 270,4 mil servidores públicos federais, estaduais e municipais, dado até então inédito. Em 2009, ano da crise internacional, o número consolidado foi de 2.765 postos.


Para este ano, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, aposta em três milhões de novas vagas. A Rais, que traz também detalhes sobre escolaridade, gênero e raça, revelou que, no ano passado, as maiores oportunidades de emprego foram destinadas aos trabalhadores com ensino médio completo, que foram beneficiados com a abertura de 1,940 milhão de vagas. Em seguida, ficaram as pessoas com nível superior completo (537.8 mil).


As chances em 2010, considerando-se oportunidades para todas as escolaridades, foram maiores para os homens (1,617 milhão de vagas), revertendo uma tendência verificada nos cinco anos anteriores, quando mercado privilegiou as mulheres (1,243 milhão). Por essa razão, segundo o ministro do Trabalho, o ganho real dos homens superou o das mulheres, com alta de 2,62% e de 2,54%, respectivamente.


No geral, o rendimento médio dos trabalhadores formais subiu de R$ 1.698 em dezembro de 2009 para R$ 1.742 no fim do ano passado. Um corte por faixa etária mostra dois extremos: maior crescimento do nível do emprego formal entre jovens de 16 e 17 anos (alta de 19,06%) e idosos com 65 anos ou mais (12,77%).


Para o ministro, os números revelam que as empresas estão dando maiores oportunidades para jovens aprendizes de um lado e, de outro, refletindo a necessidade de os aposentadores retornarem ao mercado.

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