Bahia mantém liderança na geração de empregos no Nordeste

18/05/2011


A Bahia contabilizou o saldo de 10.623 postos de trabalho com carteira assinada em abril deste ano. Em termos absolutos, o desempenho foi o segundo melhor de toda a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para o período, sendo superado apenas pelo observado em 2008, quando foram criados 11.990 postos.



Com o resultado, o estado lidera a geração de postos de trabalho em comparação a outros estados do Nordeste. Nos quatro primeiros meses deste ano, são 30.474 novos postos de trabalho com carteira assinada. As informações constam do Caged, registro do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), divulgadas com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).



"A nossa meta é superar o número de postos de trabalho criados em 2010 e, este ano, já ultrapassamos a marca de 25% do total de empregos gerados no ano passado, o que demonstra a qualidade do crescimento da economia baiana, com números positivos em todos os setores", avalia o secretário do Planejamento, Zezéu Ribeiro.



Ele pontua que "o trabalho formal no Brasil segue crescendo em 2011 e superou a marca de 880 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. Todos os oito setores de atividade econômica registraram crescimento, o mesmo que ocorreu na Bahia. Isso demonstra a nossa sintonia", afirma Zezéu.



Para o secretário estadual do Trabalho, Nilton Vasconcelos, o resultado deve-se ao bom desempenho do setor de serviços impulsionado pelas atividades de comercialização, administração de imóveis e serviços técnicos profissionais.


Estado lidera na região Nordeste


O resultado acumulado no ano (30.474 postos) coloca a Bahia como o estado líder na geração de emprego no Nordeste e na 8ª posição no ranking das unidades da Federação. No Brasil foram contabilizados, em abril último, o saldo de emprego da ordem de 272.225 postos de trabalho, enquanto que, no acumulado de 2011, a economia nacional totalizou 880.717 postos de trabalho formais.



Na região também tiveram saldo positivo de emprego Ceará (6.605 vagas), Piauí (2.496 vagas), Maranhão (1.935 vagas), Paraíba (1.902 vagas) e Rio Grande do Norte (371vagas). Os demais estados da região contabilizaram saldos negativos: Sergipe (-1.139 vagas), Pernambuco (-1.964 vagas) e Alagoas (-16.134 vagas).


Setores com saldos mais expressivos


O segmento de serviços apresentou o maior saldo da Bahia, em abril, ao gerar 4.065 empregos formais. A construção civil registrou o segundo maior saldo, com 2.831 postos. Outros setores que tiveram resultados positivos, também expressivos, foram agropecuária (1.303 postos), indústria de transformação (1.065) e Comércio, (882). As atividades extrativa mineral (190 postos), administração pública (184) e serviços industriais de utilidade pública (103) apresentaram saldos menos expressivos.



Ainda em abril, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), foram criados 5.782 empregos, enquanto que no interior baiano foi apurado saldo da ordem de 4.841 postos de trabalho. Salvador, Feira de Santana e Juazeiro destacaram-se com os melhores desempenhos na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia. Salvador gerou 5.616 empregos, Feira de Santana registrou 1.000 e Juazeiro apresentou 889 novas contratações formais.



O setor de serviços foi o mais dinâmico em Salvador, respondendo por 3.394 postos de trabalho. Já, em Feira de Santana, a construção civil foi o setor que mais criou postos de trabalho (684 vagas). Em Juazeiro, a indústria de transformação se destacou na criação de empregos formais (756 postos). Entre os municípios com menores saldos de empregos, em abril, estão Itapetinga (-390 vagas), Camaçari (-255 vagas) e Porto Seguro (-199 vagas).

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