Construção civil e mineração são as carreiras mais promissoras em Salvador

22/07/2011

Cristiane Felix




Construção civil e mineração são as áreas mais promissoras para se fazer carreira em Salvador. A capital baiana foi apontada pelo levantamento da Revista Você S/A, da Editora Abril, como segunda melhor cidade nordestina para se construir uma carreira, ficando atrás apenas de Recife, em Pernambuco. O ranking das 100 Melhores Cidades para fazer Carreira, foi publicado na edição de julho de 2011 e traz Salvador na 14ª posição nacional.



A pesquisa considera o vigor econômico, medido pelo produto Interno Bruto (PIB) do município, a oferta de vagas no Ensino Superior e as boas condições da rede municipal de saúde. De acordo com as projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para 2011, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Rio Grande do Norte devem criar juntos 122.395 vagas para profissionais qualificados em diversos setores.



De imediato, a construção civil aparece como setor mais propício para bons empregos em Salvador. O governo estadual prevê que os investimentos deverão alcançar, até o final de 2011, a ordem de R$ R$ 2,4 bilhões em toda a Bahia. Já a médio e longo prazo, a mineração parece ser a bola da vez. Em três anos, R$ 10 bilhões serão investidos em novas minas e esse valor pode ainda dobrar, a depender da conclusão de estudos de viabilidade que estão sendo realizados.



Obras estruturantes como a Via Expressa, a Ferrovia Oeste-Leste, os novos sistemas viários e as obras de preparação para a Copa 2014, por exemplo, garantem a expansão de 10% da construção civil no estado apenas este ano, segundo estimativa da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado (SICM).



O setor foi o segundo que mais criou empregos em 2010, com 27.845 postos de trabalho, ficando atrás apenas do setor de serviços, com 44.668 postos, de acordo com dados do governo estadual.



Além da construção, a mineração também contará com investimentos consideráveis nos próximos três anos. Levando em consideração que o número de requerimentos de área para pesquisa mineral na Bahia atingiu 14,5 mil nos últimos quatro anos, segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), e que, nesse período, a produção mineral comercializada cresceu de R$ 850 milhões para R$ 1,7 bilhão por ano, o setor é mais do que próspero.



Isso só acontece por conta da rica oferta de minérios no estado. Dos mais comuns, como ferro, ouro e níquel, aos mais raros, a exemplo do tálio que hoje só é explorado comercialmente em dois países, China e Casaquistão, a Bahia tem hoje um dos maiores potenciais minerais do sido o local mais procurado do Brasil pelas mineradoras. Por isso. Com cerca de R$ 10 bilhões garantidos em investimentos a médio e longo prazo, o setor da mineração é um dos que mais exigem qualificação.



Investimento e capacitação


No último mês de março, a Bahia Mineração (Bamin), uma das empresas que investem em mineração na Bahia abriu, em parceria com o Senai, inscrições para programa de capacitação profissional Mina de Talentos. O objetivo é preparar trabalhadores para as fases de construção e operação do Projeto Pedra de Ferro.



Sozinha, a Bamin será responsável pela injeção US$ 2,3 bilhões na extração de ferro na região conhecida como Pedra de Ferro, em Caetité, no interior do estado.



A região tem, segundo as análises iniciais, potencial produtivo de 398 milhões de toneladas de minério de ferro, mas há indícios de que esse valor possa dobrar. A expectativa é de que a área produza, inicialmente, 19,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Mas para isso são necessárias mão de obra qualificada e a construção do Porto Sul, que garantiria o escoamento da produção.


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