Empreendedores geram 14 mil empregos

12/08/2011

ALESSANDRA NASCIMENTO




O Sebrae estima que sejam gerados cerca 14 mil empregos no estado da Bahia apenas nos 11 Arranjos Produtivos Locais, APL. A informação é do coordenador do programa Progredir, pelo Sebrae, Julio Chompanidis, que revela ser o individualismo o maior obstáculo para os consultores do Sebrae. “É muito delicado dizer a um empreendedor que ele deve atuar de modo diferente em sua empresa. Já vivemos muitas situações delicadas como o desinteresse por trabalhar em parcerias, com receio da concorrência, e até mesmo questões burocráticas”, avisa.



Chompanidis diz que são estimados, apenas no APL de Tecnologia da Informação, um faturamento de R$ 2 milhões. “Já o APL de Sisal responde por R$ 200 mil em faturamento anual com geração de tributos na faixa dos R$ 40 mil. Na imensa maioria dos APL, a força produtiva é composta em mais de 60% por mulheres. Trabalhamos com empresas legalizadas e nossa intenção é apoiar e assessorar os arranjos”, frisa. Julio Chompanidis lembrou que, há pelo menos 10 anos o Sebrae auxilia o APL do Uruguai, na parte e confecções e considera a parceria positiva. “O formato APL se solidificou há cinco anos, mas já temos exemplos positivos acumulados”, cita.



Chompanidis recorda que no APL Automotivo, situado nas cidades de Camaçari, Simões Filho, Lauro de Freitas e Salvador, são duas redes compostas de 12 empresas e 120 empregos diretos. Já o de Confecções, mais antigo implantado, além de Salvador, há empresas em Feira de Santana.



“São 60 empresas e pelo menos 600 empregos diretos. Já o APL de Caprinocultura são contabilizados 1250 pequenos produtores assistidos localizados nas cidades de Juazeiro, Jussara, Senhor do Bonfim e Feira de Santana. A Psicultura se localiza em Paulo Afonso, Canudos e Gloria, com 400 pequenos produtores assistidos. O de Plástico fica em Salvador e Lauro de Freitas e são 70 empregos diretos”, comenta.



O coordenador calcula que no APL de Turismo, que tem Itacaré e Ilhéus entre as cidades assistidas, 30 empresas sendo trabalhadas e 300 empregos gerados. “O de Derivados de Cana de Açúcar envolve as cidades de Abaira, Ilhéus, Salvador, Camaçari, Itapetinga, Caetité, dentre outras, com seis redes assistidas, 31 associações e cooperativas e pelo menos 7.750 empregos. O de Sisal atende as cidades de Valente, São Domingos, Nova Fátima e Conceição do Coité, trabalhando com 150 pequenos produtores.



Em Juazeiro há o APL de Fruticultura, com 750 empregos gerados, o de Rochas Ornamentais situa-se entre Lauro de Freitas, Feira de Santana, Jacobina e Ourolândia, com 49 beneficiários e pelo menos 490 empregos. E, finalmente o de Tecnologia da Informação, situado em Feira de Santana e Salvador, agrega 19 associações e cooperativas com 190 empregos”, menciona.


Resultados positivos



Segundo a idealizadora do projeto APL de Confecções do bairro do Uruguai, Rosemma Burlacchini Maluf, os obstáculos foram muitos ao longo dos anos.



“Não havia, na época em que implantamos o APL uma cultura de cooperação. Também tivemos dificuldade na capitação de capital, acesso a crédito e a questão tributária também pesou. Mas conseguimos superar os desafios e mostramos que, associados, eles têm mais poder de barganha num mercado cada vez mais globalizado”, esclarece.



Ela lembra que pelo menos 90% da mão de obra empregada no APL é composta de mulheres. “Elas são as chefes de casa e o APL tem sido impactante na geração de renda para essas famílias”, frisa.


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