Bahia lidera geração de emprego no NE

17/08/2011


De janeiro a julho deste ano, a Bahia acumula um saldo de 64.861 novos postos de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nessa terça-feira, 16, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, confirmando a liderança do Estado na geração de empregos na região Nordeste. O resultado dos sete meses na Bahia supera a soma do Ceará, segundo colocado com 29.449, e de Pernambuco, terceiro lugar com 23.057 postos de trabalho.



No mês de julho, o estado baiano contabilizou 2.033 novos empregos. Esse saldo é resultante das 73.029 admissões com carteira assinada contra 70.996 desligamentos. Com 1.998 novos postos de trabalho, a Região Metropolitana de Salvador lidera na geração de empregos. Lauro de Freitas (1.314 empregos) e Salvador (655 empregos) foram os municípios que mais contribuíram com o resultado positivo da RMS.



No interior, os cinco municípios com melhores saldos de emprego foram: Juazeiro (925 postos), Casa Nova (854), Barra do Choça (654), Encruzilhada (424) e Jequié (363). Os dados do Caged do mês de julho mostram ainda a expansão dos setores de Serviços (2.088 postos), Indústria da Transformação (1.449 postos) e Agropecuária (1.444 postos).



A Construção Civil foi o único setor que apresentou redução, consequência principalmente de demissões ocorridas em Feira de Santana, onde se registrou o fechamento de 4.598 postos de trabalho. Na Agropecuária, o destaque foi o cultivo de uvas, responsável pela criação de 1.137 postos ou 78,7% do total de empregos criados pelo setor.


CAGED- Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho revelam que foram criados 1,59 milhão de empregos com carteira assinada nos sete primeiros meses deste ano. Com isso, houve queda de 14% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1,85 milhão de vagas, segundo números do governo federal. Os números de criação de empregos formais do acumulado deste ano, e de igual período de 2010, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo.



Além de ter registrado queda frente ao ano passado, os dados do governo mostram que a criação de empregos formais, de janeiro a julho deste ano, também ficou abaixo do resultado registrado em igual período de 2008 - quando foram criados 1,67 milhão de empregos com carteira assinada.


Desaceleração - Apesar do recuo na criação de empregos formais, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, manteve a avaliação de que não está havendo uma desaceleração na abertura de vagas neste ano. “Não está desacelerando (...) Temos um comportamento diferente do ano passado sobre contratação do servidor público”.


Governo pode rever alíquotas


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, afirmou ontem que o governo poderá fazer uma revisão na alíquota da nova contribuição dos setores contemplados com desoneração da folha de pagamento no pacote de estímulo à competitividade das empresas. O programa “Brasil Maior” zerou a cobrança de 20% feita por meio da contribuição patronal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nos setores de confecções, calçados, softwares e móveis e estabeleceu uma nova contribuição. Nesses setores, a tributação passará para o faturamento das empresas, com alíquota a partir de 1,5% para os setores de calçados, móveis e confecções e de 2,5% para o de “softwares”.



“Isso é normal. Estamos num momento de regulamentação das medidas provisórias”, disse, após se reunir com empresários na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que cobraram uma “calibragem” das alíquotas de forma que possa existir de fato um estímulo à indústria de transformação.


Questionado se haveria espaço para uma redução das alíquotas, Pimentel respondeu: “Sim. Não está definido ainda o formato final de nenhuma das medidas provisórias”, disse. “Vamos agora para Brasília reunir com os outros ministérios e ver o que é possível fazer”, completou. O ministro disse que o governo tem trabalhado em conjunto com os setores contemplados pelo pacote no sentido de avaliar os impactos das medidas e colher sugestões para ajustes.



“Vamos ouví-los, não tem nada decidido ainda. O processo é essse mesmo”, afirmou. Pimentel reafirmou, porém, que o governo não trabalha com a previsão de ampliação para este ano dos setores beneficiados pela desoneração da folha de pagamento. “Evidentemente, pode haver pleitos. Se a partir da discussão, nós podemos quem sabe para o ano que vem já começar a fazer esses estudos, mas, em princípio, não está prevista nenhuma ampliação”, disse.


Fiesp - Segundo a Fiesp, cálculos preliminares apontaram que em alguns casos, a migração da contribuição patronal para o novo modelo seria uma troca de “seis por meia dúzia”, não representando uma real desoneração. “Já há sinais de preocupação em relação à calibragem dessas alíquotas”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Segundo ele, o novo modelo não estaria proporcionando uma desoneração para as empresas que terceirizam parte da produção.

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