Estudo do Ipea nega máquina pública inchada e descontrole de gasto

Publicado: 09/09/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:00

Do total de R$ 1,22 trilhões arrecadados pelos governos federal, estadual e municipal em 2009 42,1% foram para pagamento de salário de funcionários do setor público.


No entanto, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) concluiu que as contratações realizadas pela administração pública nesta década apenas repuseram parte do total de funcionários que existiam nos anos 1990.


Segundo a pesquisa “Ocupação no Setor Público Brasileiro: tendências recentes e questões em aberto”, divulgada hoje, o total de servidores civis ativos da União voltou ao nível de cerca de 600 mil verificados na primeira metade dos anos 1990.


A ocupação no setor público no período entre 2003 e 2010 aumentou 30,2%, segundo dados do Relação Anual de Informações Sociais (Rais), elaborados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e que serviram de base para o estudo do Ipea.


O maior crescimento foi verificado na administração municipal (39,3%), seguido por governo federal (30,3%), estadual (19,1%) e estatais (11,5%).



Desempenho muito menor se comparado ao setor privado, que de acordo com o instituto foi de 62,3% no mesmo período. Do total de servidores de toda administração pública brasileira, 52,6% dos trabalhadores têm vínculos municipais, 37,3% estaduais e 10,1% federais.


Em 2002 esse números eram, respectivamente, de 47%, 41,5% e 11,5%.


“O número de servidores ativos em 2010 ainda era menor que no início da década de 1990, entre outros fatores, porque houve ao menos três momentos importantes de corrida à aposentadoria.


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