
Com objetivo de apresentar o projeto Porto Sul para a mídia baiana, a chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Eva Chiavon, o secretário da Indústria Naval e Portuária, Carlos Costa, e o chefe de gabinete da Secretaria de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, receberam sexta, na Governadoria, diretores e equipes de reportagem dos veículos de comunicação da Bahia.
Durante a reunião, foram esclarecidas dúvidas em relação à modelagem, viabilidade econômica, os impactos ambientais e sociais e as ações mitigatórias previstas. Segundo Chiavon, a construção do Porto Sul representa não apenas a oportunidade de dotar o interior do estado de uma grande estrutura de transportes, mas também a chance de viabilizar novas políticas públicas.
"Nossa proposta é descentralizar o desenvolvimento do estado, levando para o sul uma estrutura que transformará economicamente aquela região, beneficiando comunidades na área de influência do projeto, com implantação de novas indústrias, melhorias na infraestrutura, saúde, educação, habitação, saneamento, emprego e qualificação de mão-de-obra", disse a secretária.
Os projetos relacionados ao Porto preveem a ampliação da Barragem do Rio Colônia – que já tem parte dos recursos garantida no PAC – duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, além da implantação de uma nova universidade na região.
Investimentos – A previsão de investimentos total no Porto Sul será de R$ 2,6 bilhões, com geração de dois mil empregos diretos no porto público, na fase de instalação. Quando estiver em operação, estima-se a geração de 27 mil empregos diretos e indiretos.
O secretário Carlos Costa disse que o Porto Sul irá transformar o mercado baiano de exportação e importação, com reflexos em todo o país. "Estima-se uma movimentação anual de 75 milhões de toneladas de grãos, minérios de ferro e carvão, siderurgia, etanol, fertilizantes e algodão."
No encontro, o assessor da Casa Civil, Eracy Lafuente, detalhou o histórico dos estudos, realizados há três anos pelo governo. Ele falou dos impactos positivos e negativos, descritos em detalhes no Estudo de Impacto do Meio Ambiente (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima).
O Porto Sul terá dois terminais – um público e outro de uso privativo (TUP), que será operado pela Bahia Mineração (Bamin), cuja exportação de minério de ferro será feita exclusivamente da sua produção. O porto público servirá a toda a comunidade que necessite exportar grandes quantidades de produtos.