Secretário destaca a importância e o potencial da baía

01/11/2011


James Correia: "A baía é um dos nossos maiores patrimônios naturais"



Cinco vezes maior que a Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, a Baía de Todos os Santos tem recebido ações para minimizar os problemas encontrados, mas também manter as opotunidades de negócios



Quando comparada à Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, a Baia de Todos-os-Santos (BTS) é um verdadeiro paraíso.


A comparação foi feita pelo secretário da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), James Correia, que lembrou a imensa quantidade de lixo na baia carioca, onde "não é possível tomar um banho de mar".



O secretário comemora uma série de ações que transformaram a Baía de Todos os Santos que tem cinco vezes o tamanho da baía carioca, a exemplo do investimento do governo do estado na Embasa, que ganhou maior capacidade de investimento, chegando a um montante de R$3 bilhões em redes de esgotos para livrar as belas águas da baía de todo tipo de sujeira.



O monitoramento da qualidade das águas da BTS é outra ação de grande importância para o meio ambiente e é feita de forma on line, permitindo que um desastre ambiental seja evitado antes mesmo que seja visto e sentido pela população.


"Destaco ainda a saída de diversas fábricas na Cidade Baixa há 15 anos, como a de chocolates Chadler e de cigarros Souza Cruz, como de suma necessidade para a preservação da BTS", afirmou James.



O secretário, no entanto, ressalta alguns problemas na BTS que devem ser atacados, como uma maior fiscalização da entrada e saida de navios da BTS e um maior controle das cargas.


"Recentemente, vi o porão de um navio sendo lavado e liberando todo tipo de novos predadores no ecossistema da Baia de Todos os Santos, o que pode ser muito perigoso", afirmou.



Economia - Do ponto de vista econômico, a Baía de Todos os Santos tem atraído investimentos sustentáveis, a exemplo do Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liqüefeito (TRBA).


A obra é um dos projetos integrantes do Programa de Aceferação do Crescimento (PAC) e deve gerar 850 empregos diretos e 2.400 indiretos, além de reflexos positivos para o Recôncavo baiano, logo no início da implantação do terminal.



A previsão é de que os trabalhos sejam iniciados em março do ano que vem e a conclusão, em setembro do ano seguinte, com investimento da ordem de R$ 1,3 bilhão.


Para o secretário James Correia, trata-se de uma obra com elevados investimentos tecnológicos, que alavancará a economia oom mais autonomia.


Segundo ele, o projeto é mais um esforço brasileiro e da Petrobras para promover o desenvolvimento e, com essa iniciativa, a Bahia não ficará mais dependente de unico fornecedor.



A obra será construída na BTS, quatro quilômetros a oeste da Ilha dos Frades.
O local escolhido é estratégico porque está sobre um gasoduto já existente, fator que deve facilitar a emissão de licenças. A construção irá assegurar a injeção de gás natural no maior estado consumidor desse tipo de combustível do Nordeste.


O terminal se interligará com a malha de gasodutos em dois pontos: o primeiro, na malha da Bahia, no municfpio de Candeias, e o segundo na altura do km 910 do Gasoduto Cacimbas-Catu (Gascac), trecho do Gasoduto Sudeste Nordeste (Gasene), inaugurado em março de 2010.



O produto chegará compactado, na forma líquida, no terminal, onde passará pelo processo de regaseificação, retornando ao estado gasoso para ser distribuído.


A exemplo dos terminais de Pecém e da Baía de Guanabara, a Petrobras adotará no terminal baiano medidas adicionais de segurança, inclusive um sistema de inteligência integrando todo o complexo.



No TRBA, a transferência do gás será feita diretamente entre os navios, por meio do sistema de atracação side-by-side, onde o navio regaseificador ficará atracado a um píer tipo ilha com apenas um berço.


Em conexão direta com o navio suprídor, a transferência de GNL será realizada por meio de mangotes ou braços de carregamento.



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