Conselho debate política industrial

17/11/2011



Realizado no Hotel Fiesta, evento reuniu representantes


do governo estadual e da sociedade civil



A formulação de novas alternativas de desenvolvimento industrial do estado foi discutida ontem, no Hotel Fiesta (Itaigara), em Salvador, durante reunião do pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (Codes), órgão da Secretaria de Relações Institucionais (Serin).


O principal objetivo do encontro é contribuir para o incremento econômico e social e a redução das desigualdades entre os territórios de identidade baianos.


O debate teve como base o estudo preliminar Política Industrial da Bahia: Estratégias e Proposições, que será lançado no dia 21 deste mês e teve um exemplar entregue ao governador Jaques Wagner.


O estudo foi elaborado pelo Projeto Aliança, que reuniu a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), Petrobras, Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e o Núcleo Regional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).


DesafioSegundo o governador, as economias mundial, brasileira e baiana estão vivendo um momento especial, de desafio, por causa da crise instalada na Europa e nos Estados Unidos.


"A Bahia é um estado exportador e temos sentido as consequências dessa crise na nossa economia. Alguns setores sofrem com esse problema. Na área automotiva e na petroquímica, começamos a ter sinais de redução de encomendas."


Para ele, o desafio é estimulante. "Estamos esperando o resultado do terceiro trimestre deste ano para fazer uma reavaliação de qual vai ser a taxa de crescimento do Brasil em 2011. É hora de estimular esse debate entre as forças vivas da economia baiana. Temos boas notícias: a construção da Ferrovia Oeste-Leste superou um entrave no Tribunal de Contas da União e o Porto Sul já passou pela audiência pública."


Investimentos no setor somam R$ 70 bilhões


A Bahia tem hoje, de acordo com o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, cerca de R$ 70 bilhões em investimentos, e a política industrial vai atuar nas cadeias produtivas, apontando onde se podem atrair mais empresas.


"Acredito que com esse plano vai ficar mais fácil desenvolver a política de atração de investimentos para o estado. Este é um trabalho que vem sendo elaborado há um ano e meio. A prévia foi entregue ao Codes porque é um órgão que tem pluralidade de participação."


O pleno do Codes é composto pelo governador, secretário de Relações Institucionais, Cezar Lisboa, e 45 representantes da sociedade civil, entre empresários, acadêmicos, entidades representativas dos trabalhadores e representantes dos setores culturais, étnicos e populações tradicionais.


Iniciativa tem aprovação da Fieb


O presidente da Fieb, José de Freitas Mascarenhas, disse que o plano vai acelerar a industrialização do estado, melhorar a performance dos setores existentes e contribuir para o desenvolvimento econômico da Bahia.


"É preciso agregar novos setores, ter mecanismos de atração de indústrias baseados nas capacidades locais de receber essas companhias, trazendo benefícios para quem vem para cá."


Mascarenhas afirmou também que o plano é amplo e cuida de toda a infraestrutura necessária ao desenvolvimento de forma transversal, abordando aspectos como energia, mão de obra, educação e interiorização.


"O planejamento visa fazer o máximo com o menor custo possível e a melhor qualidade. A visão do trabalho é de médio e longo prazos."


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