A busca por soluções para os entraves às áreas navais e portuárias foi o principal objetivo do primeiro Encontro Nacional de Secretários da Indústria Naval e Portuária, encerrado ontem, no Gran Hotel Stella Maris, em Salvador.
Dentre os assuntos discutidos, destaque para a melhoria dos acessos portuários e a legislação que regulamenta o setor.
Segundo o consultor técnico na área de portos Nelson Carlini, para o Brasil melhorar a logística, é preciso investir mais na área portuária, estruturando os portos.
Ele apontou como principais caminhos para o desenvolvimento o aperfeiçoamento da legislação que regulamenta o setor, oferecer estrutura de governança e facilitar, ainda mais, os investimentos de empresas privadas.
Segundo Carlini, ao longo dos 20 anos, o país deu passos significativos na área, principalmente na melhoria da infraestrutura e na construção de novos portos como o Porto Sul, que será construído em Ilhéus.
A previsão é que, já no oitavo ano de operação, o novo porto vá escoar 66 milhões de toneladas/ano de produtos como soja, milho, algodão, minério, carvão, etanol e fertilizantes.
"O Porto Sul é um avanço extraordinário porque vai permitir o escoamento de nossos grãos com mais agilidade, sem precisarmos depender dos portos de estados vizinhos", enfatizou o secretário da Indústria Naval e Portuária da Bahia, Carlos Costa.
As discussões resultaram na Carta de Salvador, que será levada ao governo federal.
A expectativa é que, a partir do documento, haja um alinhamento dos "gargalos" de gestão e infraestrutura, e também os entraves jurídicos na área naval e portuária de todos os estados brasileiros.