Maria José Quadros, mais agências e @correio24horas.com.br
A Bahia reconquistou a posição de sexta maior economia do país, perdida em 2008 para Santa Catarina.
A pesquisa Contas Regionais do Brasil 2005-2009, divulgada ontem pelo IBGE, mostra que a economia baiana voltou a participar, em 2009, com 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, contra os 4% que havia registrado no ano anterior.
A recuperação já era esperada pela maior parte dos analistas da economia regional, que consideravam a queda da Bahia para a sétima posição como uma questão conjuntural e, portanto, passageira.
O recuo ocorreu devido ao acirramento da crise internacional, entre 2008 e 2009, quando todo o setor industrial do país, especialmente os mais voltados às exportações, sofreu retração.
No caso da Bahia, um dos segmentos mais afetados foi o de química e petroquímica, fornecedor de matérias-primas e produtos intermediários para o mercado brasileiro e internacional, que responde por aproximadamente 7,5% do PIB do estado.
Enquanto isso, Santa Catarina, estado produtor de bens finais e, por isso, com uma taxação e arrecadação de tributos maior, em termos contábeis apresentou resultado melhor do que a Bahia e assumiu o seu lugar.
Já em 2009, porém, com a melhora do desempenho da economia baiana e também do Distrito Federal, o estado do Sul caiu para o oitavo lugar, com 4% de participação.
Gastos - Mas os estados que tiveram maior crescimento do PIB em 2009 foram aqueles que mais dependem da administração pública. "O governo defendeu o Brasil da crise elevando os gastos", observa o diretor de Indicadores e Estatísticas Econômicas da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Gustavo Pessoti.
Não à toa, ele salienta, o Distrito Federal aparece colado na Bahia, com participação de 4,1%, na sétima posição.
Em boa parte por conta dos incentivos do governo - na indústria automotiva, linha branca, construção civil - as regiões Nordeste e Centro-Oeste aumentaram a participação no PIB brasileiro, enquanto as demais tiveram redução.
A participação do Nordeste passou de 13,1% para 13,5% no período, enquanto a do Centro-Oeste aumentou de 9,2% para 9,6%.
Já a região Sudeste, que concentra mais da metade do PIB nacional, reduziu a participação na economia brasileira de 56% em 2008 para 55,3% em 2009.
Mesmo assim, o estado de São Paulo, sozinho, respondeu por um terço de todas as riquezas do país, com 33,5% de participação. As reduções nas regiões Norte e Sul foram mais brandas. A participação do Sul caiu de 16,6% para 16,5% e a do Norte, de 5,1% para 5%.