O crescimento econômico de Feira de Santana, segundo maior município baiano, está garantido com a sanção, pelo governador Jaques Wagner, da lei que possibilita a implantação e/ou ampliação de empreendimentos industriais, comerciais ou de serviços no município.
O decreto autoriza o Centro Industrial do Subaé (CIS) - autarquia estadual vinculada à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM) -, a alienar as áreas integrantes dos distritos e/ou complexos industriais administrados pelo Centro para a instalação de empresas.
Segundo o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, a lei é importante porque amplia significativamente a área de expansão do Centro Industrial de Subaé.
“Esse foi um compromisso do governador Jaques Wagner com o povo de Feira, nosso segundo mais importante distrito industrial e que está dentro da política de interiorização da economia baiana. A lei vai permitir a chegada de novas empresas ao município”, disse James.
Crescimento - Nos últimos anos, Feira tem crescido tanto que o Centro Industrial do Subaé (CIS) já não tem mais condições de atender a todos os pedidos que chegam à diretoria solicitando espaços para a instalação de novas fábricas.
Diante da alta demanda de indústrias que querem fincar atividades na região, o governo da Bahia já iniciou as negociações com a prefeitura visando a uma parceria para a construção e implementação de um novo distrito industrial na cidade conhecida como Princesa do Sertão.
“Hoje, temos na BR-324 aproximadamente 330 mil metros quadrados de áreas disponíveis para novas fábricas. Porém a nossa demanda é altíssima. Temos 66 indústrias na fila, querendo se instalar em Feira de Santana. Para atender a estas empresas, estamos precisando de uma área com 800 mil metros quadrados”, explica o diretor do CIS, José Mercês.
A localização do novo centro industrial já foi escolhida: será nas margens da BR-116, na região conhecida como Acesso Norte. O primeiro passo para a construção do novo polo industrial será a realização de um estudo de viabilidade técnica no local.
Criação de infraestrutura - O objetivo é verificar as condições de localização e infraestrutura, os possíveis impactos sociais e ambientais, os critérios para a implantação das indústrias, a quantidade e os tipos de fábrica que poderão ser instalados, dentre outros itens.
Para concretizar este estudo, está sendo criado um grupo de trabalho composto por representantes da Prefeitura de Feira e da Secretaria Estadual da Indústria, Comércio e Mineração.
A infraestrutura necessária à criação de um centro industrial consiste basicamente na construção de um sistema viário; instalação de redes de água, energia elétrica e telecomunicações, incluindo telefonia fixa, móvel e internet; planos de segurança industrial e contra incêndio, além de redes de transportes interligadas.
“Este grupo de trabalho vai identificar a nova área e criar as condições jurídico-administrativas para a implantação do novo centro industrial”, sentencia o prefeito Tarcízio Pimenta.
Para o gestor, não existe outra saída para garantir a continuidade do crescimento da atividade industrial no município: “O CIS já está saturado em termos de área. A solução é expandir para outro local. E o Acesso Norte é o local ideal, tem capacidade para receber investimento”.
José Mercês, diretor do CIS, elenca os fatores e as vantagens que motivaram a escolha das margens da BR-116 para a implantação do novo centro:
“Os terrenos são planos, ideais para as fábricas. Também vamos poder ocupar grandes extensões de área e não apenas lotes separados, como na BR-324. Isso vai permitir um planejamento industrial a médio e longo prazos”.
Mercês destaca, ainda, as facilidades para o escoamento da produção. Além disso, há vantagens ambientais, pois os estudos indicam que, neste local, as possíveis emissões de poluentes irão soprar para fora do centro urbano de Feira.
Peso na economia local
Ocupando o segundo lugar em importância na economia de Feira, o setor industrial tem grande contribuição na expansão da cidade. Em
Em 2008, as mais de 1.300 fábricas instaladas formalmente em Feira empregaram diretamente 17.707 pessoas, o que representa 21% do total de 83.443 postos de trabalhos gerados por todos os setores da atividade econômica, no mesmo ano, de acordo com os dados do Ministério do Trabalho enviados à Câmara dos Dirigentes Lojistas de Feira de Santana. Em número de empregos, o setor ficou atrás somente do de serviços (29.765) e comércio (29.009).
As indústrias de Feira estão localizadas tanto na região urbana como nos dois núcleos do CIS, criado na década de 1970: no bairro do Tomba e na BR-324.
São aproximadamente 189 indústrias instaladas, atuando principalmente na fabricação de papel, papelão, embalagens, alimentos, borracha, cervejas, no ramo da química, metalurgia, material elétrico e de transportes, eletrodomésticos, vestuário, calçados e artefatos de tecidos.
O CIS abriga empresas de grande porte, como Pneus Pirelli, Cervejaria Kaiser, Frigorífico Perdigão, Siemens, Avipal, Brasfrut e Nestlé.
Na parte urbana, há cerca de 400 pequenas e médias fábricas do ramo de confecção.