Peroxy Bahia começa a funcionar em Camaçari

05/12/2011





Governador Jaques Wagner e o secretário


James Correia participaram da inauguração



A Peroxy Bahia é a mais nova empresa do Polo Industrial de Camaçari. Com um investimento de US$ 100 milhões e a criação de 250 empregos diretos e indiretos, a Peroxy começou a funcionar nesta segunda-feira (05.12) e vai abastecer o mercado com o peróxido de hidrogênio (água oxigenada), produto largamente usado pelas indústrias de celulose, têxtil, mineração e farmacêutica.


O governador Jaques Wagner, e o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, participaram do lançamento oficial da fábrica.Durante a solenidade, Wagner disse que "com mais essa fábrica, a gente vai consolidando cada vez mais o Polo Industrial de Camaçari como o maior polo integrado da América Latina".


De acordo com o vice-presidente da empresa Roberto Blanco, o apoio do Estado da Bahia foi fundamental para a liberação de funcionamento da fábrica.


APeroxy vai produzir 40 mil toneladas por ano de peróxido de hidrogênio mirando grandes consumidores instalados na Bahia, como as fábricas de celulose Veracel e Suzano, além de empresas situadas no Polo.


Inicialmente, a produção está voltada para o mercado interno, mas no futuro a empresa pensa em fazer negócio com países da América Latina e África do Sul.


“A liberação da operação da Peroxy é mais uma boa notícia para a Bahia, que poderá promover a retomada dos mais de 250 postos de trabalho e arrecadar cerca de R$ 15 milhões anuais para o Estado, provenientes de ICMS”, declarouJames Correia.


Na Justiça - Durante dois anos a fábrica da Peroxy, em Camaçari, ficou fechada por conta de uma disputa judicialcom a alemã Evonik Degussa, também fabricante de peróxido de hidrogênio. Com a unidade sem operar, o governo baiano deixou de arrecadar RS$ 30 milhões de ICMS no período.


“A quebra do lacre que impedia o funcionamento da Peroxy representa a esperança de novos investimentos do grupo, que resolveu começar pela Bahia a aposta econômica no país. Acreditamos no potencial do Estado, do seu povo, e ficamos felizes em ver esse projeto concretizado”, disse Roberto Blanco, vice-presidente da empresa.


A Peroxy é uma empresa de capital turco e a unidade baiana é a primeira do grupo fora do continente europeu.


O peróxido de hidrogênio é utilizado nos processos de branqueamento de celulose, fibras têxteis, ceras e vegetais, sínteses químicas, esterilização de embalagens de tetrapack, detoxificação de efluentes em mineradoras, químicos, tratamento de água e efluentes industriais, produtos cosméticos e farmacêuticos, indústria de alimentos e bebidas e frigoríficos, além do largo uso em outras atividades análogas.



DISPUTA JUDICIAL FECHOU A FÁBRICA POR DOIS ANOS



Pronta para operar desde 2008, a Peroxy Bahia não chegou a produzir devido a uma ação na Justiça da concorrente Evonik Degussa. A empresa alemã acusou a Peroxy de violação de segredo industrial, impedindo o seu funcionamento por dois anos.


Em julho deste ano, o Tribunal de Justiça da Bahia indeferiu o pedido de revogação da liminar favorável à Peroxy, possibilitando a quebra do lacre que impedia a entrada em operação da fábrica.


Apenas duas empresas produzem o peróxido de hidrogênio no Brasil: a belga Peróxidos do Brasil (Grupo Solvay), estabelecida no Paraná, e a alemã Evonik Degussa, sediada no Espírito Santo.


Com a decisão da Justiça, a Peroxy Bahia passa a ser a terceira empresa a fabricar o peróxido de hidrogênio no país.



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