Parque Tecnológico atrai interesse de 15 empresas

Publicado: 12/12/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:00

Um grupo de 15 empresas já manifestou interesse em se instalar no Tecnocentro, primeiro módulo do Parque Tecnológico da Bahia, na Paralela. O edital de chamamento foi aberto no último dia 2, junto com o edital para bolsistas, que reúne cerca de 20 pesquisadores. Com as instalações físicas prontas, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Paulo Câmera, avalia que entre o final deste mês e início do próximo o Tecnocentro já conte com cerca de 10 empresas em funcionamento. Na avaliação de Câmera, o Parque Tecnológico vai criar um novo vetor na economia baiana, a exemplo do que aconteceu com a indústria do Petróleo e Petroquímica e o Turismo.



“Fabricar hoje todo mundo fabrica, taí o exemplo da China. Daqui para a frente vão pesar o conhecimento, a inovação”, destacou o secretário. No Parque Tecnológico haverá estudos de células fotovoltaicas e de fracionamento de moléculas animais, que subsidiarão investimentos produtivos nas áreas de energia solar e produção de fármacos. Paulo Câmera acrescenta que uma parceria entre a Secti, Universidade Federal da Bahia e Petrobras estudará alternativas tecnológicas para a reativação de campos petrolíferos.


As empresas interessadas em participar do Tecnocentro têm até o dia 16 para responder ao chamamento público. De acordo com o cronograma da Secti, dentro de quatro meses o Tecnocentro deverá contar com 15 a 20 empresas. A consolidação se dará em um ano e meio, quando o espaço totalizará entre 25 e 30 centros de pesquisa.


Uma comissão julgadora foi instalada pela Secti para selecionar os empreendimentos que se instalarão. As instituições selecionadas poderão ficar no espaço por até quatro anos, pagando uma taxa e mais as despesas decorrentes das atividades. O edital da chamada pública encontra-se no site www.secti.ba.gov.ber

Bolsas


As bolsas oferecidas no Parque Tecnológico vão variar de R$ 5 mil a R$ 7 mil – voltadas aos pesquisadores com Mestrado – e de R$ 9 mil a R$ 14 mil, para doutores. Segundo Câmera, o parque baiano tanto atrairá profissionais com alto conhecimento acumulado como formará pesquisadores. “Na área de biotecnologia, por exemplo, temos universidades baianas que forma profissionais”, frisou ele.


Serão oferecidas 100 bolsas, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb/Secti). O secretário destacou que o Programa de Desenvolvimento de Recursos Humanos em Apoio à Pesquisa e Inovação no Parque Tecnológico da Bahia (Bolsas ProPARQ) “é uma ferramenta para contribuir que as empresas e instituições consigam atrair e fixar profissionais qualificados no Estado”. Serão contemplados pesquisadores das áreas de Biotecnologia e Saúde, Energias e Engenharias, e Tecnologia da Informação e Comunicação.


Em um segundo momento, o Parque Tecnológico será dotado de laboratórios compartilhados. A iniciativa, que contará com um investimento da secretaria estadual de R$ 22,8 milhões em equipamentos, conta com a parceria de oito centros de pesquisa – as quatro universidades estaduais, Ufba, Universidade Federal do Recôncavo, Sinai-Cimatec e Bahiafarma.


Haverá 10 unidades voltadas à atuação de parceiros públicos e privados em áreas como imunofamacologia., biologia molecular ou gerômica, microbiologia, microscopia e produção de games. Com aporte total de R$ 37 milhões, a perspectiva é de os laboratórios começarem o funcionamento em 2014.


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