Bahia pode ajudar o Brasil a ser a terceira economia do mundo em 2020

15/12/2011

Caderno Especial Política Industrial


"Em 2020, seremos a terceira economia do mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos”, afirma o secretário da Indústria e Comércio, James Correia, em sua mensagem publicada no documento Política Industrial da Bahia - Estratégias e Proposições, lançado no mês passado em concorrido evento na Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Fieb.

Ele destaca que o governo tem o papel decisivo de criar ambientes favoráveis aos negócios, atraindo investimentos para os vários segmentos da economia. Segundo ele, o documento, que “é o símbolo de um novo tempo na Bahia”, tem o objetivo de criar as condições ideais para, em menos de dez anos, a Bahia possa contribuir para que a economia brasileira conquiste a terceira posição no ranking mundial.



De acordo com o governador Jaques Wagner, a publicação Política Industrial da Bahia - Estratégias e Proposições “é um instrumento de política pública, um marco para a orientação e o fortalecimento das ações em curso e para a consolidação de um ambiente institucional propício ao crescimento econômico com vantagens competitivas para a Bahia”, afirma o governador , acrescentando que “o documento é importante neste momento de desenvolvimento que a Bahia vive.


Não é nada mais do que planejamento para aproveitar esse bom momento, orientando os diversos setores, a iniciativa privada, o governo e a academia”.


Segundo o presidente da Fieb, José de Freitas Mascarenhas, “a proposta é que o documento represente uma necessidade da sociedade baiana. Um dos focos principais desse estudo é a descentralização da indústria, que exerce uma pressão muito grande na capital e no seu entorno”.


Para ele, a expectativa é que o conjunto de informações e sinalizações contidas no estudo seja motivação adicional para que, de fato, “possamos contar proximamente com uma efetiva política voltada para o desenvolvimento industrial sustentável do estado”.


No estudo foram tratados temas transversais aos segmentos selecionados, a exemplo de energia, infraestrutura logística, educação profissional, inovação tecnológica, responsabilidade social e sustentabilidade ambiental.


Nas últimas cinco décadas do século XX, coube à indústria o papel de elemento dinâmico na economia baiana. Dois fatos marcantes foram a implantação da Refinaria Landulpho Alves, no final dos anos 1950, e do Polo Petroquímico de Camaçari, na década de 1970.


Foi entendendo que para responder aos crescentes desafios competitivos colocados para o estado, é necessário planejar uma estratégia de desenvolvimento industrial que inclua os papéis que cabem ao setor público, à iniciativa privada e à academia, que a nova política industrial da Bahia foi lançada no final de novembro.


Logística é precária


O documento, fruto de parceria entre a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia (SICM), Petrobras e Fieb, no âmbito do Projeto Aliança, propõe a criação de condições favoráveis visando desenvolver dez segmentos selecionados da atividade industrial no estado: automotivo; agroindústria; calçados e segmentos intensivos em marca e design; celulose e a cadeia da madeira; construção civil; intensivos em tecnologia (informática, fármacos etc); mineração e transformação mineral; naval e offshore; petróleo e gás; química e petroquímica.


Sob a coordenação técnica do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), entidade vinculada ao Sistema Fieb, o estudo partiu de ampla sondagem feita junto a agentes públicos e privados, com o intuito de definir ações estratégicas e estabelecer proposições.


“Este é o primeiro projeto que apresenta estratégias para o setor no nosso estado formulado com a participação de empresários e líderes sindicais que contribuíram com a vivência prática no setor, e de professores e pesquisadores de universidades baianas e de outros estados, que trouxeram o conhecimento teórico sobre o tema”, explica o superintendente do IEL, Armando Costa.


O estudo Política Industrial da Bahia parte da constatação das grandes transformações em curso, decorrentes do esgotamento do movimento industrial nas últimas décadas.


Elas mostram que a dinâmica industrial deslocou-se das plantas (unidades fabris) para o centro de decisão das empresas, segmentando as cadeias produtivas, o que contribui para o fomento de fornecedores locais. Neste processo, a inovação torna-se fundamental para agregar valor aos produtos.


De acordo com Armando Costa, para acompanhar esta tendência, é necessário que a Bahia invista em infraestrutura logística, especialmente em ferrovias e portos, na qualificação de pequenos fornecedores locais, em pesquisa e desenvolvimento, e na atração e fixação de empresas, ao invés de apenas estimular a vinda de plantas produtivas. “O estudo é extremamente oportuno, pois os desafios competitivos estão sendo colocados para a Bahia neste início de século XXI, especialmente para a sua indústria”, afirma ele.


“As proposições sugeridas estão em linha com a realidade nacional e internacional e a expectativa é que o trabalho possa contribuir para uma menor concentração econômica em termos setorial, empresarial e espacial”, pontua o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.


Petrobras patrocinou a publicação


A Petrobras é uma das parceiras da publicação “Política Industrial da Bahia: estratégias e proposições”, lançada há menos de um mês pelo governo do Estado. O documento reúne ações estratégicas e proposições para diversos setores, escolhidos em função de sua importância e potencialidade para o desenvolvimento socioeconômico da Bahia.


“Quando se fala em política industrial, a área de petróleo e gás surge muito forte por ser um campo que se relaciona com diversas áreas do conhecimento. Por isto, é importante para a Petrobras o crescimento deste setor”, destacou Nilson Cunha, Geólogo da Petrobras que esteve no evento representando a Companhia.

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