Uma reunião entre o governador Jaques Wagner e os diretores da Vulcabras/Azaleia pode ser o passo inicial na busca do entendimento para tentar reverter o fechamento das fábricas da empresa localizadas nos municípios de Potiraguá, Itarantim, Maiquinique, Ibicuí, Iguaí e Itororó
A reunião está agendada para amanhã (22.12), às 10h, na Governadoria, e vai contar também com a presença dos secretários estaduais da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, e de Relações Institucionais, Cézar Lisboa
Na última sexta-feira (16.12), a Vulcabras/Azaleia anunciou o fechamento de seis das 18 fábricas que mantém na Bahia. A decisão - conforme o comunicado assinado pelo presidente do grupo, Milton Cardoso -, foi por causa do baixo volume de produção das unidades e elevados custos logísticos, já que as filiais estavam muito distantes da matriz, em Itapetinga.
Para o secretário James Correia faltou, no mínimo, sensibilidade à empresa. “O anúncio foi feito em uma véspera de Natal, afetando gravemente as comunidades. Em Maiquinique, por exemplo, os 360 empregos da Azaleia representavam 36% do total de empregados com carteira assinada no município, uma realidade semelhante a dos outros. Poderíamos ter discutido a formação de cooperativas, ter caminhado em outra direção e não dessa forma”, disse Correia.
encontro com prefeitos
Na última terça-feira (19), os secretários James Correia e Cézar Lisboa reuniram-se com os prefeitos dos seis municípios atingidos: Olyntho Moreira (Potiraguá), Gideão Mattos (Itarantim), Jesulino Porto (Maiquinique), Cláudio Kalil Dourado (Ibicuí), Ronaldo Moitinho (Iguaí) e José Adroaldo Almeida (Itororó). Os prefeitos mostraram-se preocupados com a situação, alertando que o fechamento das unidades e a perda de empregos terão consequências desastrosas.
“Tratam-se de municípios pequenos, com poucas alternativas para geração de empregos”, disse o secretário Cézar Lisboa. Segundo os prefeitos, a empresa não teria discutido com eles nem com o Governo do Estado medidas alternativas a fim de amenizar o impacto da situação.
Apesar da Vulcabras/Azaleia ter aberto a possibilidade de transferência para as unidades que continuarão em atividade em 12 cidades baianas, os prefeitos dos municípios atingidos disseram que a adesão foi muito pequena e que a empresa teria dado o prazo de apenas 24 horas para que os funcionários tomassem uma decisão. No total, foram demitidos mais de 1.800 mil empregados.
De acordo com o secretário James Correia, o governo do estado vai tentar reverter a situação. “Vamos discutir uma forma de reduzir o impacto da medida. Ou com a reabertura das fábricas, ou com a instalação de novas indústrias nos seis municípios, aproveitando-se, principalmente, dos galpões existentes e da mão-de-obra já qualificada”, explica Correia, acrescentando que as medidas para redução do impacto da crise deverão ser apresentas à direção da Vulcabras/Azaléia na reunião de amanhã com o governador.