João Pedro Pitombo
As multinacionais IBM, Portugal Telecom Inovação (PT Inovação) e Indra Brasil, além da empresa catarinense Sábia Experience, estão entre as primeiras empresas oficialmente selecionadas para atuar no Parque Tecnológico de Salvador, cuja primeira etapa deve ser inaugurada em fevereiro do próximo ano.
Além das quatro companhias, outras oito empresas incubadas e sete instituições de pesquisa aplicada foram escolhidas na primeira seleção pública do Parque Tecnológico, cujo resultado- obtido por A TARDE com exclusividade - será divulgado hoje no Diário Oficial.
As empresas e instituições selecionadas nesta fase vão atuar no edifício central do parque, chamado Tecnocentro.
Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Paulo Câmara, as quatro empresas âncora foram escolhidas por critérios técnicos numa seleção que envolveu 23 empresas de tecnologia. "Montamos um sistema de classificação em que medimos capacidade de desenvolvimento e de pesquisa aplicada de cada uma das empresas inscritas", explica.
Bolsas de pesquisa - O objetivo do Parque Tecnológico será desenvolver produtos e processos inovadores que possam ser absorvidos pelomercado. Para isso, o parque terá uma política para atração de pesquisadores que inclui a concessão de bolsas de pesquisa que chegam a R$ 14 mil mensais, por meio do ProParq.
A meta é financiar cerca de 100 pesquisadores com bolsas custeadas pelos cofres estaduais). Pela modelagem definida pela Secretaria de Ciência e Tecnologia, o parque será gerido pelo governo apenas nos dois primeiros anos.
A partir de 2014, as empresas e instituições sediadas no local terão que criar uma organização social sem fins lucrativos para desenvolver e administrar o parque.
Para a primeira etapa do parque, foram investidos cerca de US$ 60 milhões nas obras de infraestrutura. A participação do poder público, no entanto, também se dará na forma de incentivos fiscais no âmbito municipal, já aprovados na Câmara Municipal de Salvador.
Além do edifício do Tecnocentro, também serão erguidas estruturas para abrigar uma escola de iniciação científica, um museu, além dos laboratórios compartilhados. "Já temos recursos assegurados para a construção do prédio dos laboratórios, que vai custar R$ 15 milhões", garante o secretário Paulo Câmara.
Em janeiro do próximo ano, uma nova seleção pública, de âmbito mundial, será realizada para a escolha de empresas âncora que trarão para Salvador seus centros de pesquisa.
Pesquisa aplicada - Além das empresas âncora e das empresas incubadas, outras sete instituições foram selecionadas para atuar no Parque Tecnológico.
Entre as instituições de ensino, a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) participa com o cluster de games; o Instituto Federal da Bahia (Ifba) terá uma plataforma de certificação de materiais; a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai atuar numa plataforma de bioinformática; e o Cimatec, ligado ao sistema Senai, vai trabalhar numa plataforma de bioengenharia.
Participarão ainda do Tecnocentro o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), que vai atuar numa plataforma de microeletrônica; o instituto alemão Fraunhofer, que vai trabalhar numa plataforma de tecnologia de informação; e a empresa Natulab, com sede em Santo Antônio de Jesus, que vai gerir uma plataforma de desenvolvimento de protótipos de produtos farmacêuticos.