Vendas do varejo cresceram 3,8% em novembro de 2011

13/01/2012


Em novembro de 2011, o comércio varejista da Bahia apresentou expansão de 3,8% no volume de vendas em relação a igual mês de 2010. Na comparação com outubro de 2011, a variação foi positiva em 1,48%.


Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada em âmbito nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgados, em parceria, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan).


Novembro do ano passado foi o 11o mês consecutivo em que o comércio baiano apresentou resultado positivo, acima da taxa apurada no mês de outubro de 2011 (2,3%) e inferior ao resultado apresentado no mesmo período do ano anterior (12,6%).


Vários fatores – No acumulado de janeiro a novembro de 2011, em comparação ao mesmo período de 2010, o comércio varejista baiano apresentou crescimento de 7,6%. Nos últimos 12 meses (dezembro de 2010 a novembro de 2011), a expansão representou 7,8%, contra os 10,6% observados em igual período de 2010.


"Um conjunto de fatores vem sustentando os resultados favoráveis do comércio varejista, dentre os quais se destacam o crescimento do crédito para financiamentos, a ampliação dos prazos de parcelamento, a melhoria de rendimentos dos consumidores, essencialmente os de menor poder aquisitivo, e, principalmente, o aumento do emprego formal no estado", informa o técnico da SEI, Lucas Marinho.


Ele destaca, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de janeiro a novembro de 2011, que o segmento varejista apresentou saldo de emprego de 13.917 postos de trabalho, "o correspondente a 85,5% do total apresentado pelo setor do comércio em geral na Bahia."


Seis setores se destacaram com variações positivas


No mês em análise, os dados do comércio varejista do estado, quando comparados a igual mês de 2010, indicam que seis ramos apresentaram resultados positivos no âmbito do volume de vendas e duas atividades apresentaram variações negativas.


Os positivos foram combustíveis e lubrificantes (11,2%), livros, jornais, revistas e papelaria (9,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos (9,4%), tecidos, vestuário e calçados (4,7%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,1%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,4%).


Foram negativos móveis e eletrodomésticos (-0,2%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação

(-16,3%). Os ramos que não integram o indicador do varejo alcançaram os seguintes resultados – material de construção cresceu 1,3% e veículos, motocicletas, partes e peças teve queda de 12,2%.

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