A JAC Motors do Brasil é a segunda montadora a aportar no Estado baiano, elegendo o Polo Industrial de Camaçari para investir R$ 900 milhões na construção de sua primeira fábrica no país.
Cerca de 80% do capital é nacional e o restante pertence à empresa chinesa, que irá transferir "know-how". A meta é produzir, inicialmente, 100 mil carros por ano a preços competitivos.
"A previsão é que em 2014 os primeiros carros estarão saindo da nossa fábrica de Camaçari. A nova planta irá gerar 3,5 mil empregos diretos e outros 10 mil indiretos", afirma Sergio Habib, presidente da JAC Motors do Brasil.
O executivo garante que os veículos produzidos no Brasil custarão menos de R$ 40 mil. "A maioria do mercado nacional está nesta faixa de consumo", justifica.
A unidade fabril terá pista de provas, centro de design, laboratório de acústica e de emissões. Alguns fornecedores de peças e acessórios também terão unidades no polo industrial.
"Já temos um preço muito favorável, e os carros com produção nacional também serão lançados com preço muito competitivo", garante.
Os primeiros modelos da marca comercializados no Brasil - J3 (hatch) e J3 Turin (sedã) -, além de desembarcar no mercado com preços mais baixos que os da concorrência, vêm com acessórios como airbag, rádio mp3, ar condicionado, freios ABS, travas e vidros elétricos, rodas de liga leve, entre outros, além de motor 1.4 16V de 108cv.
Por isso tudo o cliente terá de desembolsar R$ 37.900,00, preço de muitos carros básicos 1.0 de marcas tradicionais, com metade dos equipamentos citados.
Segundo Habib, veículos bem equipados têm sido uma exigência do consumidor brasileiro.
Habib, no entanto, adianta que os modelos a serem produzidos pela JAC Motors no país serão diferentes dos atuais. "Serão modelos feitos especialmente para o mercado brasileiro", afirma.
E acrescenta que, "em uma segunda etapa, os modelos serão exportados para Argentina e México". O mercado brasileiro continua bastante aquecido, o que atrai cada vez mais investidores.
Habib acredita que Salvador logo se tornará o terceiro maior mercado do Brasil, já que a cidade é a terceira maior do país em termos de população.